Neste Cem anos da Semana de Arte Moderna: o gabinete paulista e a conjuração das vanguardas, Leda Tenório da Motta passa a limpo uma das grandes controvérsias dos meios literários e dá a medida da importância que o evento teve em nossas artes. Foram Clima e Noigandres, duas revistas de vida curta e prolongada influência, que definiram os elencos: de um lado os “uspianos” e a Formação da literatura brasileira, de Antonio Candido, de outro os poetas concretistas e O sequestro do barroco na formação da literatura brasileira, de Haroldo de Campos. A discussão do lugar do barroco na história – e do que, afinal, seria a literatura (e arte) “brasileira” –, Mário x Oswald, tradição x vanguarda, críticos x poetas, engajamento x arte pela arte, todas essas controvérsias são aqui analisadas em profundidade, assim como o ambiente cultural que contrapôs, na segunda metade do século XX, os dois grupos de então jovens intelectuais herdeiros do impacto e do legado da Semana e que fariam, individual e coletivamente, escola e história.
Cem anos da Semana de Arte Moderna - O gabinete paulista e a conjuração das vanguardas
Leda Tenório da Motta
Perspectiva
2022
136 páginas
4h 32m
ISBN-13: 9786555050929
Português Brasileiro
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