Nesta conversa elucidativa e descontraída, Andréa Pachá e Vilma Piedade constroem uma rica reflexão acerca da luta antirracista, do envelhecimento, da maternidade e da solidão, sempre ressaltando os pontos de aproximação e distanciamento em suas trajetórias, em um interessante debate sobre interseccionalidades. Ao compartilhar referências e vivências, as duas intelectuais examinam o passado e conjecturam sobre o futuro, pondo em perspectiva o que as precedeu e a esperança de que um novo mundo está sendo cultivado para e pelas novas gerações. Para o leitor, Sobre feminismos é uma oportunidade única: não apenas ter acesso a um bate-papo fascinante sobre uma das lutas mais essenciais e proeminentes das últimas décadas, mas também contemplar os muitos caminhos que ela oferece.
Sobre feminismos -
Andréa Pachá, Vilma Piedade
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Ver maisLeitura rápida e enriquecedora = dá para ler em um dia
O livro é uma conversa informal entre as duas autoras, que falam e refletem sobre a luta antirracista; desigualdade entre mulheres; envelhecimento; maternidade; solidão etc Sobre elas (informações de abril/23): Andréa Pachá é juíza, formada em Direito pela UERJ. Foi membro do Conselho Nacional de Justiça e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. Vilma Piedade é graduada em Letras e Pós-graduada em Ciência da Literatura (UFRJ). É professora, escritora e autora do livro-conceito Dororidade, de 2017. É Colunista do Canal Pensar Africanamente e do Coletivo Pretaria. Algumas impressões: Sempre quis ler um livro da Andréa Pachá (ela já publicou alguns) e já tinha visto o nome da Vilma Piedade em textos e no Mestrado. Então me interessei desde o início. O que mais gostei foi o formato do livro e da escrita: é um diálogo como se fosse uma conversa-debate (mas sem argumentos competindo ou se sobrepondo. Eles sempre se complementam). Desde o início e durante toda a leitura, elas mostram a história dos movimentos feministas e transformações no sec. XXI, e é um tema que eu particularmente gosto muito. O debate entre elas tem como base a realidade de cada uma e as experiências, tanto no ambiente jurídico como no acadêmico, sempre citando a questão dos privilégios e situações vividas por elas ou conhecidos. Meu capítulo favorito foi o "Envelhecer em uma sociedade machista", pois trouxe muitas reflexões - e verdades - sobre a terceira idade/velhice e sobre etarismo, temas que ainda são tabus na sociedade Outra coisa que curti foram as várias referências de obras e autor@s antirracistas, como Conceição Evaristo, Angela Davis, Lélia Gonzalez... E acho que a leitura fica ainda mais rica se você já tiver tido contato com outros autores e autoras que abordam femiismo, racismo etc. __________________ Poderia citar diversos trechos aqui, mas separei apenas 3: "Temos celebrado migalhas, que deveriam ser entendidas não como prêmios, mas como direitos" "Vivemos numa sociedade que nega o envelhecimento, a deterioração e a morte. O velho só interessa à sociedade se produzir, consumir" "A solidão da Mulher Preta começa antes do envelhecimento. Começa na infância, na Escola" Falo de livros no Instagram >>> @juentreestantes
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