Katara e Sokka voltam para a Aldeia do Polo Sul para sentir o gostinho de casa e se deparam com muitas mudanças sua pequena vila se tornou uma grande cidade. Além disso, outras mudanças no nível familiar: sua avó se casou, seu pai se tornou o chefe da cidade e está envolvido com alguém.
As mudanças na vila são resultado de gente do Polo Norte que está responsável pela reconstrução e evolução do Polo Sul. Tais mudanças geram atrito entre os nortistas e os sulistas. Afinal, os nortistas consideram que os sulistas precisam de sua ajuda para levar a civilização aos sulistas.
Esse é meu quadrinho favorito do universo Avatar, pois o atrito entre os dois Polos já era palpável na série e aqui, a aliança temporária levantam os ânimos por causa de suas diferenças. O tema de racismo e xenofobia é bem abordado comentários sobre o Polo Sul precisar se tornar uma civilização é feito por membros de todos os povos mesmo que sutilmente, mas é com o Polo Norte que a tentativa de ignorar qualquer cultura ligada aos sulistas e replicar a cultura nortista que é mais abordada.
É um bom reflexo de como microagressões permeiam baseado em noções eurocêntricas do que seria uma civilização; e outros povos descartam esse lugar como selvagem e primitivo e que precisam de ajuda para se comportar como pessoas.
Além disso, ainda mostra traumas nas relações interpessoais resultantes do pós-guerra.
O papel do Avatar é apaziguar os conflitos, escutar a razão do atrito e auxiliar na forma que ambos os Polos possam caminhar para o futuro e respeitar o passado e cultura.
Algumas coisas ficaram sem respostas, mas creio (e espero) que sejam mais explorados nos próximos quadrinhos. Até porque não seria crível uma rápida resolução para o sentimento de superioridade do mundo perante o Polo Sul.