A Igreja dos apóstolos e dos mártires (História da Igreja de Cristo #I) -

    Daniel Rops

    Quadrante
    2022
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-13: 9786589820413
    Português Brasileiro

    Este primeiro tomo tem o fascínio de debruçar-se sobre os primórdios do cristianismo, quando quase se sente ainda o alento da presença física do Mestre. Observamos a constituição da Igreja, os seus ímpetos iniciais e os dilemas que teve de resolver desde a primeira hora, o seu assombroso crescimento e desenvolvimento sob a ação do Espírito vivificador. Uma terceira raça, que se desprenderia do judaísmo e se oporia ao paganismo, insere-se agora nos rumos da História, não sem embates dolorosos que se estendem, sangrentos, até o advento de Constantino. Ao longo dos primeiros quatro séculos, o período abrangido por este volume, vamos acompanhando a ação dos Apóstolos, principalmente dessas colunas da Igreja que foram São Pedro e São Paulo; a gesta de sangue dos mártires; o perfil dos grandes santos e dos primeiros forjadores das letras e das artes cristãs; o desenrolar do culto, da liturgia da Missa e da piedade; a formação dos quadros – sempre dentro do marco de uma sociedade que vemos desagregar-se numa lenta agonia, numa exaustão que talvez se esteja repetindo nos tempos atuais, mas que, também como hoje, se abre em última análise à esperança da “revolução da Cruz”. É todo um processo de revezamento, a que não faltam as sombras dos conflitos internos e o claro-escuro dos erros que se prenunciam. Num retrato vivo da natureza humana, afloram os lapsi e todo o painel desconcertante das heresias e dos sectarismos, que no entanto conduziram à formulação da teologia cristã e aos grandes Concílios da primeira era, e de que a Igreja saiu robustecida na sua autoridade e unidade. Desta encruzilhada decisiva para os destinos da humanidade, Daniel-Rops oferece-nos, com inusitada perfeição de estilo, uma análise que prende pela sua exatidão e leveza, mas sobretudo pelas linhas de reconstituição, que permitem apreciar objetivamente o poder prodigioso da fé na renovação das instituições por dentro, quando individual e coletivamente se têm os olhos postos no Senhor que ultrapassa a História e se vive com a esperança fincada nas promessas da vida eterna.

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    Leonardo Stuepp29/03/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Precisa ler

    O católico que queira conhecer a história de sua Igreja, precisa sem dúvidas ler este livro (que faz parte de uma obra maior em dez volumes). Já apresentei a resenha do livro "Os 20 Séculos de Caminhada da Igreja" que é um super resumo de tudo o que esta obra apresenta. A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires, nos apresenta os momentos iniciais da Igreja - um curto período podemos ler nos Atos dos Apóstolos - com os Apóstolos que acompanharam Jesus durante sua pregação, o abandonaram em sua condenação e morte, mas que sob a foça do Espírito Santo, saem a pregar esta Boa nova (o Evangelho), primeiramente aos judeus e depois, principalmente com Paulo, aos gentios, chegando até o coração do Mundo - Roma. É impressionante, emocionante, trágico e muitas vezes chocante os relatos da vida e dos trabalhos destes Apóstolos e, mesmo terrível as narrações da vida e do sofrimento dos mártires durante as primeiras perseguições a que os cristãos tiveram de enfrentar durante a sua caminhada. É uma leitura dinâmica, às vezes pesada, que nos exige um bom conhecimento bíblico e histórico, para que possamos acompanhar com clareza o narrar dos fatos. Necessário se faz em alguns momentos a consulta aos nossos velhos livros de história da humanidade, principamente de história da antiguidade, de dicionário da língua portuguesa, de latim e bìblico. Volto a ressaltar o mesmo que apresentei na obra "Os 20 Século de caminhada da Igreja". O autor Daniel-Rops (pseudônimo literário de Henri Petiot), foi um professor de história e diretor da revista Ecclesia (Paris) e membro da Academia Francesa, apresenta esta história de uma maneira um pouco mais preocupado com o momento histórico dos relatos, mas ao fim veremos que o mesmo sempre terá algum motivo para não tratar com maior ênfase os momentos mais trágicos e principalmente os conluios que os "chefes" sejam locais como universais desta Igreja tiveram que fazer.

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