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    Bajar es lo peor -

    Mariana Enríquez

    Editorial Anagrama
    2022
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788433999429
    Espanhol
    3.8
    10 avaliações
    Leram13Lendo1Querem23Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados23Avaliaram10

    La primera novela de Mariana Enriquez: tres adolescentes se asoman al abismo de las drogas, la destrucción y el amor. En el Buenos Aires nocturno, sórdido y vibrante de los años noventa del siglo pasado se mueven dos personajes: Facundo, un joven de belleza inalcanzable que se prostituye para sobrevivir y tiene miedo de dormir solo por las pesadillas que sufre, y Narval, un chico perseguido por seres oscuros y macabras alucinaciones. Un tercer personaje, la inestable Carolina, completa el trío, que se asoma al abismo de las drogas, la violencia, la destrucción y el amor. Escrita con diecinueve años y publicada en 1995, cuando la autora tenía veintiuno, esta primera novela de Mariana Enriquez estuvo largos años descatalogada y devino obra de culto. Leer ahora Bajar es lo peor permite acceder a los orígenes de la potente escritura de Enriquez y comprobar cómo en su debut como narradora ya aparecen muchas de las obsesiones que configurarán su universo literario. Pero el rescate de la obra no obedece solo a razones arqueológicas, pues, más allá de ellas, el texto ha resistido con brío el paso del tiempo, y su lectura permite descubrir que no es en absoluto una titubeante novela primeriza. Es una novela vampírica sin vampiros y una novela gótica sin castillos embrujados, cargada de un malditismo con ecos de Baudelaire y Rimbaud, y con una banda sonora de rock underground, dark y punk. Es un cruce –como la autora confiesa en el prólogo– entre Mi Idaho privado de Gus Van Sant y Entrevista con el vampiro. Y es, por encima de todo, una tenebrosa y fascinante historia de adolescentes convertidos en ángeles caídos, en la que se entrecruzan la muerte y la belleza. «Una novela punk, oscura, llena de vampirismo, drogas y envuelta en una atmósfera nocturna.» – Carolina Venegas Klein, El Tiempo «Brutalmente cruda y a la vez romántica.» – Manuel Allasino, La tinta

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    Resenhas (1)Ver mais
    Mtanos Matar picture
    Mtanos Matar14/08/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Buenos Aires vampiresca!

    Bajar es lo peor, de Mariana Enríquez, é um misto de emoções. Ao mesmo tempo em que o livro nos leva a um universo sombrio e perturbador, ele tem requintes de uma beleza que é muito peculiar. O livro transporta a gente para uma Buenos Aires gótica e pulsante. Através dos protagonistas Facundo, Narval e Carolina, nos deparamos cruamente com uma cidade vampiresca onde a escuridão é o pano de fundo para uma narrativa que explora a vida noturna, a paranoia, o sexo como válvula de escape, a prostituição, a violência, as drogas. No fundo, a gente percebe uma busca incessante por identidade em ambiente urbano que é hostil. A autora cria um cenário com personagens marginalizados, esquecidos e complexos. Cada um deles tem sua própria história, seus próprios desejos e suas próprias motivações que os levam a optar a escuridão, ou a permanecer dela. Esses personagens são aprofundados de forma que a gente consegue entender as relações que cada um deles possui com o meio em que vivem. Essa compreensão dá um toque especial, porque permite que a gente conclua que, apesar de o livro retratar a juventude dos anos 90, ela traz temas bastante atuais. Honestamente, acho que o que mais me tocou no livro, de maneira geral, foi como ele conseguiu, apesar de todo o cenário vampiresco, falar de temas absolutamente humanos e reais. Buscava um livro que me trouxesse uma imersão em Buenos Aires e, no pacote, me tive uma excelente surpresa de me deparar com a história desse trio. Um típico livro para se devorar. Recomendo!!

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    3.8 / 10
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas20%
    • 1 estrelas0%
    Mariana Enríquez profile picture

    Mariana Enríquez

    Mariana Enríquez (Buenos Aires, 1973) é uma escritora e jornalista argentina. Considerada uma das integrantes da "nova narrativa argentina", destaca-se no gênero Horror, fortemente relacionado a questões políticas mescladas ao Sobrenatural. Pode-se afirmar, com segurança, que Mariana Enriquez é um dos principais nomes da literatura de Horror atual. Como Contista, a argentina já havia assombrado e fascinado leitores de todo o mundo com a coletânea "As Coisas Que Perdemos No Fogo", publicada em 25 países – no Brasil, a obra chegou em 2016. Outro conjunto de narrativas breves de sua autoria, intitulado "Los Peligros de Fumar en la Cama (publicado originalmente em 2009 na Argentina – e em 2023, no Brasil, intitulado "Os Perigos de Fumar Na Cama"), teve grande repercussão em países anglófonos – soma-se a isso o fato de a tradução dessa coletânea para o inglês realizada por Megan McDowell ter sido finalista do prestigiado International Booker Prize. Com o Romance "Nossa Parte de Noite", publicado em 2019 na Argentina e na Espanha, e em 2021, no Brasil, a recepção ao trabalho de Enriquez atinge um novo patamar. Sua obra vem gozando de enorme sucesso de crítica – êxito sustentado pela conquista de importantes prêmios internacionais, como o 'Herralde', da Espanha, – e de público, figurando em inúmeras listas de "Melhores Leituras do Ano" de suplementos literários e de outros veículos especializados. "Nossa Parte de Noite" relata a luta de um médium, Juan, para salvar Gaspar, seu filho, de um terrível destino envolvendo uma sociedade secreta, a Ordem. É uma história de estrutura ambiciosa e não linear, com núcleos que ora avançam, ora recuam no tempo, e de proporções monumentais, com mais de 500 páginas. Trata-se, sobretudo, de um grande Romance de Horror: as quatro partes que o compõem dialogam, cada uma, com diferentes correntes do gênero. E a escrita apresenta a intencionalidade que caracteriza a Ficção do arrepio, sendo permeada por imagens memoráveis e assustadoras. A expressão do Sobrenatural em Enriquez também carrega uma singularidade: a de se afastar de vertentes comumente associadas à Ficção argentina, como o Neofantástico, termo criado pelo pesquisador Jayme Alazraki para designar um tipo de narrativa que subverte o real discreta e lentamente, em um procedimento diverso da súbita ruptura muitas vezes encontrada em obras do Fantástico oitocentista. Nos Contos e no Romance da autora, essa ruptura ocorre e volta a tornar-se agente do assombro. Mas não só: contribuem para o Horror uma escrita hipnótica, a minuciosa construção de personagens e um poderoso subtexto social, relacionando Poder e Ocultismo. Entrevista: file:///D:/Downloads/193430-Texto%20do%20artigo-533648-1-10-20211221.pdf

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    Mariana Enríquez