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    O pensamento hétero e outros ensaios (éFe) -

    Monique Wittig

    Autêntica Editora
    2022
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9786559280148
    Português Brasileiro
    4.2
    144 avaliações
    Leram198Lendo66Querem451Relendo1Abandonos6Resenhas38
    Favoritos8Desejados451Avaliaram144

    “Lésbicas não são mulheres.” Este livro reúne textos políticos, filosóficos e literários de Monique Wittig, uma das mais importantes e influentes escritoras feministas francesas. Ela argumenta que a categoria “sexo” é em si política e que a heterossexualidade é um regime político forçado. Teórica do feminismo materialista, Wittig acreditava ser necessário ter clareza das que as mulheres são uma classe social e reconhecer mulher e homem como categorias políticas e econômicas, que existem por causa de sua relação uma com a outra. Aprofundando essa ideia, ela conclui, no ensaio que dá título ao livro: Lésbicas não são mulheres. Wittig defendia que a expressão da identidade de alguém e a liberação de seu desejo exigem a abolição das categorias homem e mulher, a destruição do sistema heterossexual; somente assim é possível realizar mudanças reais.

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    Resenhas (38)Ver mais
    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin08/05/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Wittig, onde estiveste por toda a minha vida? Um artigo brilhante atrás do outro consta nesse livro, curiosamente um dos mais sem sal é justamente o artigo-título do livro, é óbvio que os que mais gostei são os relativos à literatura e linguagem sob perspectiva de gênero. Sei não, acho que vaisair um artiguinho científico meu das considerações que tive ao ler esse livro.

    23 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 144
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    Monique Wittig profile picture

    Monique Wittig

    Estudou línguas orientais na Sorbonne, em Paris. É considerada figura central dos movimentos feminista e lésbico da França. Em 1964, publicou seu primeiro livro, o romance L’Opoponax, pelo qual recebeu o Prêmio Médicis. Ao longo da vida, Wittig escreveu outros dois romances: As guerrilheiras (1969) e O corpo lésbico (1973). Durante o Maio de 1968, se engajou com o Mouvement de Libération des Femmes (MLF). Foi uma das fundadoras dos grupos feministas Petites Marguérites, Gouines Rouges e Féministes Révolutionnaires. Em 1970, publicou, junto de Gille Wittig, Marcia Rothenburg e Namascar Shaktini, o manifesto “Combat pour la libération de la femme”, no jornal L’Idiot International. Em 1976, se mudou para os Estados Unidos com sua companheira Sande Zeig. Em 1978, Simone de Beauvoir a indicou para ser editora da revista francesa Questions Féministes. Em 1980, a revista Gender Issues publicou seu artigo “The Straight Mind”, precursor da Teoria Queer. Em 1986, concluiu seu doutorado na École des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, sob a orientação de Gérard Genette. Sua tese, Le Chantier littéraire, só foi publicada postumamente em 2010. Desde sua chegada aos Estados Unidos até 1990 lecionou em diversas instituições, entre elas Nova York University, Universidade da Califórnia em Berkeley, Duke University e Universidade do Arizona. Em 1992, seus ensaios foram reunidos pela Beacon Press no livro The Straight Mind and Other Essays. Em 2000, seu conto “The Girl” foi transformado em filme homônimo por Sande Zeig. Wittig faleceu em 2003. Em 2004, uma conferência na Harvard University, com apoio da Yale University, prestou homenagem a sua obra e, em 2009, foi a vez da Universidade de Lyon. Seus manuscritos foram incorporados pela biblioteca Beinecke Rare Book & Manuscript Library, da Yale University.

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