A promessa da duologia da Chloe Gong é fazer uma releitura dos anos 20 de Romeu e Julieta do poeta, William Shakespeare.
Xangai é uma cidade chinesa que na década de 20 vivia em puro caos político e de partidarismo. Um lugar sem lei com gangsters lutando por poder. Os países estrangeiros visavam lucros e oportunidade de se aproveitar da fragilidade dos chineses se fixando numa terra que não eram suas para colonizar — o que é pura verdade, não é fic da autora. A ambientação da história foi a melhor parte da leitura. Os detalhes foram importantes para a compreensão do cenário em que se passava a história.
Juliette Cai é a herdeira de uma sociedade de mafiosos denominados como "Os Escarlates". Ela também é a nossa Julieta, mas diferente da donzela italiana, Juliette é uma chinesa mafiosa que tem um império para administrar. Após ser exilada por quatro anos na América do Norte, Juliette retorna ainda mais impiedosa e com a reputação de ser uma exímia assassina.
Roma Montagov é herdeiro dos "Rosas Brancas", o maior rival dos Escarlates. Ele é inspirado no Romeu, porém não é o nosso trágico italiano, Roma é um mafioso russo que controla um dos maiores submundo da cidade. Durante quatro anos, Roma se torna impiedoso através da máscara que usa.
Apesar de Roma e Juliette serem de facções rivais, ambos se apaixonam. Mas pode esse amor sobreviver em meio à tanta violência e destruição?
Com a crise política e violência desenfreada entre os territórios, surge também um "monstro" causando histeria coletiva e mortes descontroladas entre os cidadãos de Xangai.
Apesar de compreender que é o primeiro livro da autora, eu irei precisar ser chata, rs. Boa parte do livro é cansativo e a história fica enrolada (mas amei que outros personagens tiveram pontos de vista). Para mim a história ficou muito crua e com excesso de menções aos comunistas e nacionalistas, e suas questões. A narrativa tem desenvolvimento mais analítico que sintético sobre as facções. O romance não me convenceu, mesmo que no final tenha sido tragicamente romântico.
Vou aguardar o último livro ser lançando no Brasil para ter uma crítica final sobre essa duologia.