Em 1957, Juscelino Kubitschek recebeu a informação do Ministério da Defesa de que uma encomenda fora entregue, naquela manhã, endereçada ao Presidente da República. O curioso é que a encomenda estava em posse dos Correios desde 1922, com instruções detalhadas para ser entregue a Juscelino exatamente naquela data. O pacote continha um caderno de anotações com a inscrição: PROJETO VÓRTICE. Em seu conteúdo, anotações com datas específicas dos anos de 1922, 1955, 1988 e 2021. Para cada uma delas, locais detalhados com longitude e latitude em diversos pontos do planeta. Para provar a veracidade do conteúdo descrito no caderno, a caixa continha um aparelho de comunicação de alta tecnologia até então desconhecido, que só viria a ser inventado dezesseis anos depois: um celular. O PROJETO VÓRTICE havia sido criado na Alemanha Nazista e tinha por objetivo estudar fendas temporais que se abriam a cada ciclo de 33 anos. Hitler acreditava que poderia enviar soldados a 1889, e assim, preparar a Alemanha para a vencer a Primeira Guerra Mundial. Os nazistas tinham um levantamento preciso de todas as fendas temporais abertas em 1922 e se preparavam para viajar em 1955, o que nunca ocorreu, já que o Terceiro Reich teve fim dez anos antes. Segundo orientação, o presidente deveria contatar um engenheiro em Goiás, onde futuramente seria construída a cidade planejada de Brasília. Este homem alteraria o futuro, dando fim à continuidade do PROJETO VÓRTICE, evitando assim o caos na história da humanidade, que aconteceria a partir de um evento em 2021. O governo brasileiro decidiu não cumprir a orientação e acionou a Organização das Nações Unidas (ONU), que deu aos governos dos Estados Unidos e da União Soviética a incumbência de entender do que se tratava tudo aquilo. Em 2021, dados secretos do governo estadunidense foram vazados na Internet, e com eles o PROJETO VÓRTICE, detalhando fendas temporais abertas entre os anos 1922 e 1988, com a previsão as fendas temporais que seriam abertas naquele ano. Com as fendas temporais abertas, tornava-se possível viajar ao passado, e ciente de onde e quando novas portas seriam abertas, retornar ao presente. Com as informações nas mãos, governos e cidadãos comuns do mundo inteiro saíram em busca dessas fendas temporais para alterar o passado e ver essas mudanças refletirem no presente. A história da humanidade está em jogo. Antologia organizada por Bruny Guedes. Autores e contos: Alline Souza - Próxima estação: 1988 André Baracho - Melhor sem ele André Borin - Projeto Bozena Beatriz Barros - SOS Brasil Benício Gon - Destempo Bruny Guedes - Passado David Ehrlich - Soldado Temporal Fabio G. Oliver - O sonho alternativo Fabiola Eichenbrenner - Ciência da calamidade Fabiola V. Sartori - Amor do passado Flavia Lourenço - Uma maleta verde oliva Gisele Wommer - Um contratempo Ian Anderson Gomes Dias - Doces Memórias Isadora Benício - Resgate no vapor Itata J. L. Serra Ribeiro - Luz de um sorriso J. L. Serra Ribeiro - Resgate em Esmirna L. D. Lima - As agentes do destino LCBraga - O Evento Lucas Trindade - A última chance Lucas Trindade - Causa e efeito Nathan Damann - Um último pôr do sol Pedro Improta - Mãe Schleiden Nunes Pimenta - O tempo de Deus Tatiana Alves - Nas chamas do tempo Vanessa Freitas - O Resgate de Antônia Vinícius Bim - O festival aéreo de Ramstein Vitória O. Sampaio - Laços do destino Wilson de Carvalho - Anamnese Wilson de Carvalho - Zumbido amarelo Zâmique Atir - Mergulho no passado


