“— Não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa.”
Sem dúvidas a melhor história que já li, logo, se tornou minha favorita. Sou apaixonada pelo primeiro livro, mas por ser uma introdução desse universo tão confuso foi de certo modo uma leitura mais “pesada”, já esse segundo livro é perfeito em todos os aspectos, seguindo com a escrita complexa, porém com acontecimentos incríveis e interessantes que facilitaram em tornar tudo mais fluido.
Depois de acompanhar o nascimento e treinamento de uma assassina aqui Mia Corvere deu vida a uma lâmina — assassina treinada pela Igreja Vermelha. Prosseguindo a busca pela vingança e ao mesmo tempo sendo uma espécie de matadora de aluguel Mia têm diversas descobertas e segue um rumo inesperado, se tornando escrava.
Uma história marcada por lutas, sangue e glória até porque essa é a grande frase que persegue todo o enredo.
Admito que a escrita sendo densa funciona muito bem para esse universo e, apesar de reclamar eu acabei me apegando a ela por conta de tudo que ela narra. Mesmo as notas de rodapé que era um elemento na escrita que me deixava hesitante se tornou algo que eu amo e acho totalmente único.
Não bastando o livro ser meu favorito Mia Corvere é com toda certeza minha protagonista preferida. Desde o início ela é movida pela sede de vingança e têm isso como seu principal objetivo, mas como nada é simples um caminho sinuoso a segue. Aqui ela vive coisas novas e absorve muitos ensinamentos que a dão uma perspectiva diferente, em diversas situações da narrativa Mia estava lutando, assim trazendo momentos de angústia, ansiedade e aventura, adoro tudo que a envolve e amei cada passo dado para a mesma se tornar uma gladiatii e assim encarar frente a frente sua meta. Para alguém treinada a ser uma matadora ela sempre demonstra certas emoções que não são comuns e, até quando Mia não quer sentir ainda sim ela age com certa bondade, tornando-a humana mesmo depois de tudo que ela vivenciou.
Todos os personagens têm suas personalidades fortes e marcantes com momentos incríveis de lucidez ou até tendo atos incoerentes, eu particularmente não odeio a maioria e tento sempre os entender, principalmente porque em maior parte não há ocasiões felizes para eles.
Durante toda a trama eu senti uma falta absurda do Sr. Simpático pois teve menos dele em comparação ao livro anterior, especialmente agora que Eclipse se juntou aos desajustados das sombras eu confesso que estava esperando um pouco mais deles. Em compensação o enredo deu abertura a novas descobertas (ou teorias) e tudo está se encaixando no grande mistério que são os sombrios.
Chocada não somente com o final, mas com todo o livro e suas inúmeras reviravoltas e revelações impressionantes, acho tudo muito bem pensado em um nível absurdo e adoro cada camada desse universo. Ansiosa para ler o terceiro livro e ter um desfecho, porém ao mesmo tempo não consigo nem pensar em acabar essa trilogia.