Da alma -

    Aristóteles

    Vozes de Bolso
    2022
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9786557130766
    Português Brasileiro

    Aristóteles investiga neste volume o que vem ser a alma. Descrevendo conceitos para entender a alma, para ele esta é inerente a vida. Aristóteles divide a alma em três: a alma sensitiva, intelectiva e vegetativa. Tudo e todos têm alma. O autor questiona: “Quem dá forma ao corpo?” É assim, levantando essas questões que Aristóteles tenta entender a alma.

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    Paulo Gomes30/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ótima edição da Editora 34

    Esta edição da Editora 34 está realmente caprichada. Há um ensaio introdutório, sumário analítico, léxico e notas minuciosas que explicam com detalhes o texto aristotélico. Os estudiosos mais exigentes sentirão falta do texto original grego, o que para mim não foi um problema, pois conheço somente algumas expressões básica da língua. Se Platão distinguiu 3 funções da psyché, uma alma concupiscível, uma irascível e uma intelectiva, Aristóteles, analisando os seres vivos e suas características biológicas e psicológicas, apresenta nesta obra a distinção entre alma vegetativa, sensitiva e intelectiva (ou racional). A obra é divida em 3 partes, chamadas de Livros. No Livro I, Aristóteles apresenta o “estado da arte”, discorrendo sobre o que seus antecessores pensaram ser a alma. Havia predominantemente duas opiniões dominantes: a alma é o que faz mover e a alma é a percepção sensível. No Livro II, o estagirita apresenta sua definição de alma: primeira atualidade de um corpo natural que tem em potência vida; primeira atualidade do corpo natural orgânico. As faculdades da alma são de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento (plantas); sensitivo-motor, como sensação e movimento (animais); e intelectiva ou racional (homem). No Livro III, Aristóteles discorre sobre a alma intelectiva, que possui o poder do pensamento científico – que tem como objeto a verdade em si mesma – e o poder de deliberação – que objetiva a verdade em razão de finalidades práticas e sensatas. O intelecto (nous) preexiste ao corpo e é imortal. Há dois fatores que fazem mover: o intelecto e o desejo. Na medida em que o animal é capaz de desejar, por isso mesmo ele é capaz de se mover. Mas ele não é capaz de desejar sem imaginação e toda imaginação ou é raciocinativa ou perceptiva. Não é uma obra de fácil assimilação. De acordo com o que já estudei sobre filosofia grega, penso que as obras “Ética a Nicômaco” e “Política” são as portas de entrada mais acessíveis ao pensamento Aristotélico. Até mesmo a “Metafísica” consegui compreender melhor. Pretendo retornar ao texto do “De anima” em outras oportunidades.

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