Um livro juvenil, mas que conversa com todas as idades! Cheio de analogias cristãs!
Tudo começa em uma festa do pijama entre amigos, a campainha toca e um mendigo pede para deixarem ele brincar também. Após uma negativa da parte dos jovens, e da saída do visitante, todos decidem ir dormir. Um palhaço, um tanto intimidador, aparece em seus sonhos, exigindo que brinquem com ele. A partir daí vários jogos e charadas se desenrolam, com o palhaço, chamado Wellington, no comando.
No dia seguinte após acordarem de seus sonhos, os jovens percebem que foi um sonho compartilhado, o que nunca lhes ocorreu antes. Um casal aparece em sua porta, informando que tem explicações para tudo, e lhes oferecem um curso.
No curso aprendemos juntamente com os jovens, que esse tipo de sonho lúcido é chamado de lucidez áurea. E que algumas pessoas da terra possuem essa habilidade de modificar todos os acontecimentos de seus sonhos e inclusive despertar pessoas para essa habilidade, mas que é contra a lei.
Minha opinião:
🔸O autor escreve muito bem, traz lições e fundamentos infiltrados nos acontecimentos e atitudes dos personagens.
🔸Nos jogos do palhaço vemos analogias aos 7 pecados capitais, e junto com elas lições de moral.
🔸Wellington em minha concepção é como um pecador que está tão imerso em seu pecado que não se importa mais com suas atitudes erradas, desde que obtenha sua diversão e felicidade própria.
🔸Já Pedro é um menino que tem um ego enorme e quer ser superior aos outros. O que faz com que ele tenha uma sede e busca de poder que durante a história o fará tomar várias decisões erradas, e se tornar muito parecido com o palhaço, trazendo como resultado quase perder seus amigos.
🔸Vejo Xavier, o mentor de Pedro, como a figura de Jesus. Pedro o observa e admira, confia e pede conselhos a ele. Seu desejo é trazer alegria, orgulhá-lo com seus feitos e ser como ele. Apesar de perceber o quanto é difícil ter o trabalho de servidão sem o reconhecimento que seu mentor possui.