Nessa história leve e comovente, muito gostosa de se ler, conhecemos Monsenhor Quixote e seu amigo Sancho: um, o humilde pároco da pequena e simples cidade de El Toboso; o outro, seu ex-prefeito, comunista e ateu. Uma amizade improvável que cresce e é reforçada quando, depois de ser involuntariamente elevado ao título de Monsenhor por ter ajudado um Bispo italiano em apuros, o padre resolve levar seu amigo e fiel escudeiro em uma viagem de férias pelas estradas da Espanha em seu velho carro, a quem chama Rocinante, nome dado em homenagem ao cavalo de seu dito ancestral - ao menos em espírito -, o célebre Dom Quixote de La Mancha, cuja história afirma ter sido apenas biografada por Cervantes. Regados a bastante vinho manchego, os diálogos dos dois amigos são verdadeiras aulas de tolerância e respeito mútuo, com suas crenças sendo constantemente desafiadas e questionadas, cabendo à fé de cada um o trabalho de manter firmes as suas convicções políticas e religiosas.
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Transplantada para os dias "atuais", a história de Dom Quixote, Sancho e suas aventuras contra os moinhos de vento nos faz pensar e refletir sobre a importância dos valores da amizade, do respeito ao próximo, da tolerância e do perdão.
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Um dos livros mais divertidos que li, mesmo assim, também é um dos mais profundos e, por isso, recomendo a leitura.