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    La Vie Invisible D'addie Larue -

    V. E. Schwab

    Lumen
    2021
    696 páginas
    23h 12m
    ISBN-10: 2371023043
    4.3
    56544 avaliações
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    Une vie dont personne ne se souviendra... Une histoire que vous ne pourrez plus jamais oublier... Une nuit de 1714, dans un moment de désespoir, une jeune femme avide de liberté scelle un pacte avec le diable. Mais si elle obtient le droit de vivre éternellement, en échange, personne ne pourra jamais plus se rappeler ni son nom ni son visage. La voilà condamnée à traverser les âges comme un fantôme, incapable de raconter son histoire, aussitôt effacée de la mémoire de tous ceux qui croisent sa route. Ainsi commence une vie extraordinaire, faite de découvertes et d'aventures stupéfiantes, qui la mènent pendant plusieurs siècles de rencontres en rencontres, toujours éphémères, dans plusieurs pays d'Europe d'abord, puis dans le monde entier. Jusqu'au jour où elle pénètre dans une petite librairie à New York : et là, pour la première fois en trois cents ans, l'homme derrière le comptoir la reconnaît. Quelle peut donc bien être la raison de ce miracle ? Est-ce un piège ou un incroyable coup de chance ? Embarquée dans un voyage à travers les époques et les continents, poursuivie par un démon lui-même fasciné par sa proie... jusqu'où Addie ira-t-elle pour laisser sa marque, enfin, sur le monde ? V. E. Schwab, qui portait ce récit en elle depuis ses débuts, vient enfin de coucher sur le papier son roman le plus personnel. Découvrez l'histoire, sur plus de trois siècles, d'une femme dos au mur mais pourtant indomptable, et de son affrontement avec les forces obscures qui cherchent à la réduire au silence.

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    Queria Estar Lendo10/07/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: A Vida Invisível de Addie LaRue

    Mais um livro que me coloca num beco sem saída, porque eu simplesmente não sei como explicar em palavras o que foi a leitura de A Vida Invisível de Addie LaRue. É, definitivamente, o trabalho da vida da V.E. Schwab e nota-se desde a primeira até a última linha. Na história, estamos na França durante os anos 1700, em uma pequena vila no meio do nada. Adeline LaRue confronta o finito em uma crise de pânico, forçada a se casar jovem, e foge para a floresta a fim de oferecer qualquer coisa em troca de liberdade. Só que, quando ela pede para um deus, é a escuridão que responde, e eles selam um acordo: Addie dá sua alma em troca da imortalidade. O preço? Ninguém além da escuridão vai se lembrar dela. Addie é imortal, mas seu rosto, seu nome, sua história - tudo isso se apaga assim que a pessoa que a conhece vira de costas para ela. O livro transita, então, entre os primeiros anos de imortalidade e seu presente, trezentos anos depois, em Nova York - com uma Addie mais madura e ciente de sua maldição. É em meio a esse marasmo que ela conhece Henry e, para seu completo choque, percebe que o rapaz se lembra dela. Trezentos anos depois, Addie deixou de ser invisível para alguém. "Livros, ela descobriu, são uma maneira de viver milhares de vidas - ou de encontrar forças para aguentar uma vida muito longa." Eu... Nem sei por onde começar? A Vida Invisível de Addie LaRue me atraiu desde que a Schwab anunciou que estava finalizando o arquivo; ela demorou dez anos para escrever esse livro, e dá para perceber isso em cada frase, palavra e cena. É um trabalho impecável - mas não sem falhas - e emocionante e melancólico do começo ao fim. ESSE LIVRO TEM UMA DAS NARRATIVAS MAIS BONITAS QUE JÁ LI NA VIDA! É uma poesia tão triste e solitária e desesperançosa, mas cheia de amor pelo mundo e pela infinidade de coisas que surgem no caminho da Addie com o passar dos anos e com seu amadurecimento a respeito da maldição que carrega. Sim, ela é esquecível - mas pode deixar seu legado através da arte, da literatura, da música. Sim, quem se apaixona por ela esquece esse sentimento - mas Addie guarda consigo as memórias e os momentos dos quais jamais vai se esquecer. "Como você anda até o fim do mundo? Um passo de cada vez." E ao mesmo tempo em que isso é bonito, é tão, tão triste. Com exceção de Luc - o deus da escuridão que tomou sua alma - Addie está sempre sozinha. E os primeiros anos de sua solidão são desesperadores porque ela não tem mais uma família, amigos, não tem mais um espaço em seu antigo lar; ela foi completamente apagada do mundo, mas precisa sobreviver nele. Eu amei como a autora construiu seus rompantes de absoluto terror e desamparo no passado para, com a quebra dos capítulos, mostrar a figura amadurecida e consciente e concisa que é Addie no presente; em Nova York, ela sabe o que fazer e quando fazer. Ela sabe quando virar as costas - até que, ao virar as costas para Henry em uma livraria, ele não se esquece dela. E todo o seu mundo vira de ponta cabeça, porque existe alguém, em trezentos anos, com que ela pode existir. Ser. Alguém com quem Addie pode dividir sua história, seu passado e presente, sua maldição. "Sete sardas. Uma para cada amor que ela teve." Eu não quero falar muito do Henry porque a graça do personagem está justamente no mistério. Quem é ele? Por que ele se lembra da Addie? Por que ele carrega uma aura tão triste e soturna? As respostas chegam com o tempo, construindo tensão e suspense, e são arrasadoras. E importantes para o desenvolvimento da trama, principalmente para o seu final. Esse é um livro total e completamente dedicado a Addie LaRue. À sua memória, à sua existência, mesmo que completamente apagada do resto da história; ao que ela viveu e confrontou e temeu. Aos seus piores e melhores momentos e ao caminho que trilhou porque seguiu seu desejo. Egoísta e imaturo, sim, mas que ganhou tons mais conscientes com o tempo. Um desejo doloroso e impetuoso de viver para sempre - distorcido por uma escuridão debochada que resolveu apagá-la dessa eternidade, mas que não conseguiu apagar sua marca no para sempre. "O que é uma pessoa, se não as marcas que ela deixa?" Luc, aliás, tem grande destaque da metade do livro para sempre - e eu já estou preparada para revirar os olhos com comentários de que ele e Addie se apaixonaram e nasceram um para o outro e ela é a luz para a escuridão dele e toda essa baboseira sem sentido (mesma coisa que eu vivo quando escuto alguém dizendo que gosta de Darkling e Alina juntos). Personagens com o Luc e o Darkling manipulam, abusam (física e psicologicamente) e querem destruir a personagem até não sobrar nada além de uma sombra dela mesma. A ideia do Luc na história, pelo menos para mim, é o peso de um relacionamento abusivo sem fim. Ele é aterrorizante em alguns momentos e doce em outros, é tentador, sedutor, é belo e apaixonante, e então é furioso e perigoso; ele é um peso determinado a quebrar Addie para arrastá-la até a escuridão eterna, e ela se recusa a quebrar. Ela é forte, ela é teimosa e é incrível por isso. Ela sabe o quanto ele é nocivo, mas também sabe que não tem como se livrar dele a seus termos. "Adeline LaRue não pode ser uma estranha aqui, para essas pessoas que ela sempre conheceu. Dói demais assistir enquanto se esquecem dela." A jornada de Addie LaRue fala, principalmente, sobre legado. Sobre a marca que você deixa no mundo. Para citar Hamilton, "o que é um legado? É plantar sementes em um jardim que você nunca vai ver florescer?"; eu me lembrei muito desse trecho enquanto lia, enquanto via Addie lutando contra a maldição para sussurrar inspirações em músicas e pinturas e esculturas, para deixar pequenos lembretes de que esteve ali. Viveu ali. Será lembrada ali. Quanto a mim, eu só posso dizer que todo esse livro vai ficar guardado no meu coração para todo o sempre. A história de uma garota que implorou por infinidade para a escuridão e, em meio a terrores e felicidades, trilhou sua história através de uma maldição.

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