Elogio à solidão - Uma reflexão sobre estar sozinho em meio aos outros no mundo

    Stephen Batchelor

    Editora Gryphus
    2022
    194 páginas
    6h 28m
    ISBN-13: 9786586061352
    Português Brasileiro

    Neste livro magnífico, Stephen Batchelor trata da solidão como uma prática, um modo de vida - assim como entendida por Buda e também por Montaigne -, em vez de analisá-la como um estado psicológico destacado. O autor reconhece o isolamento e a alienação como os lados sombrios e trágicos da solidão. Porém, entremeados em nossa condição mortal, eles são igualmente parte do que significa ser só, seja numa cela monástica, num estúdio de artista ou num casamento problemático. A solidão, assim como o amor, representa uma dimensão por demais complexa e primordial da vida humana para que possa ser capturada numa única definição.

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    Aline Paula Bacharel picture
    Aline Paula Bacharel10/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom, recomendo!

    É preciso ter momentos de solidão porque nesses momentos nós ressignificamos nossa existência. Porém, a solidão nem sempre é considerada algo bom pela sociedade. Muitas vezes é considerada uma aberração, já que a pessoa solitária é rotulada como antissocial, reclusa e até misantropa. Estar sozinho não faz de você uma pessoa solitária. Muitos indivíduos praticam a solidão para percorrer um caminho em uma busca interior significativa. Stephen Batchelor, autor e professor budista escocês, através do aumento da percepção espiritual e de suas experiências esotéricas com a Ayahuasca e o cacto peiote, deslocou-se por fronteiras emocionais e físicas para se ter uma visão de si através da meditação. Devo dizer que eu já tinha um conhecimento sobre essas substâncias psicoativas e achei o livro superinteressante por conta disso. Já estudei sobre essas plantas das quais se extrai o psicoativo. Estudei sobre como o chá é feito a partir das folhas de arbusto e casca de cipó da Amazônia, mas também conheço pessoas do meu círculo social que foram até Manaus e experienciaram ritos religiosos onde os xamãs consomem Ayahuasca. E não só experenciaram outras pessoas consumindo, como elas próprias trouxeram seus relatos pessoais, com seu contato com tais substâncias, assim como o autor deste livro. Tendo tudo isso em vista, eu fui para a leitura desse livro com a mente aberta. E foi muito bom! Sei que muitas pessoas possuem mente fechada quando se trata de tais bebidas psicoativas. Mas esse é um livro que vai além disso, é muito filosófico. Vale a pena leitura! Recomendo muito! A edição da Gryphus está lindíssima. Essa capa com a pintura (Stars, de 1963) da artista Agnes Martin está combinando muito com todo o livro.

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