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    O céu está em todo lugar (eBook) -

    Jandy Nelson

    Editora Novo Conceito
    2012
    242 páginas
    8h 4m
    ISBN-13: 9788581630656
    Português Brasileiro
    4.1
    5400 avaliações
    Leram7456Lendo180Querem4749Relendo13Abandonos190Resenhas430
    Favoritos1Desejados4749Avaliaram5400

    Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível. Às 16h48 de uma sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e, menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a restaurantes; continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas, preocupando-se com as provas, cantando nos carros com as janelas abertas. Por vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa — uma prova do terrível erro cometido por Deus. Toda as manhãs, quando me levantava, ouvia as incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós.

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    jonathan chagas picture
    jonathan chagas14/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    uma obra cheia de pequenas lições e significados

    depois de ler eu te darei o sol, eu tinha todas as expectativas do mundo quando o assunto era jandy nelson. isso geralmente acaba sendo um pouco perigoso, mas preciso dizer que não me decepcionei nem um pouco. as coisas começaram um pouco esquisitas, afinal, eu te darei o sol não foi o suficiente para me acostumar com as excentricidades e o jeito único que a jandy tem de contar suas histórias, mas foi fácil me habituar depois de algumas páginas. lennie é uma protagonista passando por momentos difíceis depois de perder bailey, sua irmã e melhor amiga. com o sofrimento, ela acaba se tornado uma musicista sem música, o que retira dela toda a perspectiva do que fazer com o futuro. vivendo com sua avó materna e seu tio, que são figuras bastante excêntricas assim como a sua mãe ausente — que acaba sendo apresentada como uma espécie de personagem que teve motivos muito específicos para abandonar as filhas quando ainda eram bebês — , ela acaba se sentindo incompreendida, e assim aparecem em sua vida duas figuras centrais que podem mudar tudo: toby, o ex-namorado enlutado de bailey, e joe, o garoto francês que acabou de chegar à cidade e que tem um talento musical fora do comum e um sorriso de tirar o fôlego. a minha experiência foi um pouco lenta nas primeiras páginas, acredito que muito por questões pessoais. então, em determinado momento do livro, eu disse “não é você, sou eu” e fiz uma grande pausa antes mesmo dos 50%, mas, ao retornar, para a minha surpresa, as coisas fluíram e percebi que lennie é uma das personagens mais humanas que já conheci e que aprender a simpatizar e a ter empatia pelas suas atitudes não seria tão difícil quanto eu havia imaginado. é óbvio que existe um estranhamento antes da compressão, algumas atitudes da mesma podem ser consideradas questionáveis, mas o livro nos faz refletir sobre quem cria essas regras. quem transforma pessoas passando por momentos difíceis em réus por seus pecados além delas mesmos e da visão que elas acham que os outros têm delas? tudo o que precisamos passar para superar algo doloroso nos transforma e merecemos perdão por isso. preciso fazer uma menção especial as particularidades construídas pela jandy ao longo da história, afinal, são elas que transformaram esse livro em algo único e especial. a forma única como a família walker parece enxergar a vida é algo simplesmente deliciosa! o tio big e seus e experimentos com inserções, a própria lennie é suas manias envolvendo o refúgio — o quarto que dividia com bailey — e seu hábito de espalhar bilhetes pelo mundo. temos também a vovó walker, que assim como a avó dos gêmeos de eu te darei o sol, é uma personagem única, com suas manias, lições e uma forma de ver o mundo extremamente interessantes: as rosas do jardim são afrodisíacas, a família possui um gene que faz com que algumas das mulheres queiram viver aventuras e existe uma planta lennie, que murcha ou fica feliz de acordo com a lennie real. é incrível como tudo é muito mais bonito e colorido pela ótica da casa walker! de modo geral, esse é um livro muito especial. extremamente carregado de figuras de linguagem, com hipérboles, metáforas e analogias brilhantes, que me fazem querer morar na cabeça da jandy por um dia pra conseguir entender o que — ou mais especificamente COMO — ela enxerga o mundo ao abrir a janela do quarto pela manhã. aproveitando pra falar um pouco do filme original appletv+, algumas alterações me incomodaram um pouco, principalmente se tratando da relação da lenine com a mãe, mas acho que eles foram capazes de trazer bem a essência do livro. apesar de achar que alguns minutos a mais teriam melhorado muito o filme como um todo, sinto que alguns detalhes importantes do enredo e da essência dos personagens e suas relações entre si que vemos no livro acabaram não sendo muito bem pincelados na tela, de modo que os expectadores que não conheceram a história antes não conseguiram entender a grandiosidade por trás de cada cena ou ato. por outro lado, foi fácil ver a magia das páginas nos pequenos momentos em que arabescos surgiam no ar, os sentimentos eram expressados por desenhos flutuantes e persongens flutuavam ao som da própria música. é um filme que faz jus ao livro e recomendo fortemente como uma entrada para as obras da jandy nelson.

    150 curtidas

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