Retrato do artista quando coisa -

    Manoel de Barros

    Alfaguara
    2022
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788556521392
    Português Brasileiro

    O regresso à condição de "coisa" pressupõe a libertação das amarras racionais da vida dita civilizada, permitindo assim a criação espontânea e autêntica do poeta. Publicado originalmente em 1998, Retrato do artista quando coisa traz, nessa edição, prefácio de Regina Zilberman e imagens do acervo pessoal de Manoel de Barros. No ano de nascimento de Manoel de Barros – 1916 –, James Joyce lançou Retrato do artista quando jovem, romance que iniciou o projeto de desarticulação da linguagem que se transformaria em uma marca do escritor irlandês. Não é difícil reconhecer os vínculos de Retrato do artista quando coisa com esse contexto. Além da subversão à lógica da sintaxe e da morfologia das palavras, este livro demonstra, mais uma vez, a conexão de Manoel à natureza. Como pedra, bicho, musgo ou qualquer outro ínfimo ser, o poeta se veste e reveste da paisagem pantaneira, construindo versos de uma força e lirismo impressionantes. Dividido em duas partes – Retrato do artista quando coisa e Biografia do orvalho –, este volume fala das insignificâncias, das coisas simples e pequenas, que são o projeto poético e ético de Manoel, presentes não apenas aqui, mas em toda a sua obra. "Manoel de Barros é um de nossos poetas mais originais de todos os tempos." – O Globo "Agora em seu Retrato do artista quando coisa, não contente em descoisificar o mundo, Manoel se coisifica e de poeta passa a ser, ele mesmo, parte integrante da poesia. Como naquele jogo de descobrir o bicho oculto num desenho, podemos descobrir o Manoel no poema." – Fausto Wolff

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    Hein Ju Ei picture
    Hein Ju Ei26/03/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir

    Fazia tempo que eu não lia algo tão leve e confortável. Manoel de Barros abraçou a ecopoesia e criou a beleza de textos tão familiares que parecem ter sido colhidos da terra e saboreados numa tarde de domingo. Dá pra sentir o cheiro de orvalho em grama verde quando a gente lê os versos dele. Quero ler mais livros assim.

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