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    (In)Justiça Social - esmontando mentiras e teorias absurdas sobre raça, gênero e identidade – e os males autoritários do politicamente correto

    Helen Pluckrose, James Lindsay, Rebecca Christiansen

    Avis Rara
    2022
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9786559571291
    Português Brasileiro
    3.8
    25 avaliações
    Leram30Lendo11Querem59Relendo0Abandonos6Resenhas5
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    AFINAL, POR QUEM OS JUSTICEIROS SOCIAIS ESTÃO REALMENTE LUTANDO? Este é um livro sobre a avalanche de teses exóticas e baseadas em argumentos subjetivos que passaram a dominar todas as discussões sobre raça, gênero, identidade e outros tópicos que permeiam o campo do politicamente correto. Você já deve ter lido na imprensa que ser obeso também é saudável, que não existe gênero biológico, que valorizar o trabalho e o sucesso são traços de uma supremacia branca. Ou ainda que somente algumas pessoas podem usar certas roupas e penteados, interpretar papéis no teatro e no cinema, por argumentos como lugar de fala e de apropriação cultural — teorias absurdas que não se sustentam a uma simples verificação da história. Os autores de Teorias Cínicas retornam para desmistificar muitas dessas ideias inventadas recentemente que não possuem bases científicas, e não levam em conta a complexidade de cada tema, ignorando dados quando não atendem seus propósitos, criando a todo momento um novo inimigo justamente nas sociedades mais organizadas, e contaminando o restante do mundo. E para o bem da verdade, essas ideias prejudicam os próprios princípios de igualdade e acesso democrático sobre os quais as civilizações mais prósperas foram construídas. Basta analisar que seus proponentes utilizam conceitos que não foram testados — e não possuem, portanto, comprovação de que trazem benefícios —, ou quando foram testados, o que trouxeram foi miséria e caos social, alcançando apenas parte de sua proposta: um prejuízo igualitário, que piora a situação de quem está na base da pirâmide. OS AUTORES Helen Pluckrose é uma escritora britânica. É editora da revista Areo Magazine e autora de diversos ensaios sobre pós-modernismo, teoria crítica, liberalismo, secularismo e feminismo. James Lindsay é autor, matemático e comentarista político. Já escreveu seis livros sobre assuntos como religião, filosofia da ciência e teoria pós-moderna. Rebecca Christiansen é romancista e ensaísta. O seu primeiro romance de ficção para jovens adultos, Maybe in Paris, foi lançado em 2017, e ela tem várias histórias populares publicadas no Wattpad. Mora no Canadá, e pode ser encontrada no Twitter, Instagram e Wattpad como @rebeccarightnow.

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    Marcella Pimenta picture
    Marcella Pimenta06/06/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tudo é poder, tudo é preconceito, e quem discorda tá errado

    Os autores mostram de onde vêm e como foram formuladas as ideias identitárias populares hoje, como a teoria queer, interseccionalidade, ativismo gordo, entre outras. A citação de livros, trechos e teóricos permite que o leitor investigue melhor cada um dos tópicos e se aprofunde neles, caso deseje. A grande ironia da Teoria pós-colonial, que originou as demais, é que ela rejeita um pensamento com base em quem o formulou (se for um homem branco europeu, não é válido), mas os discursos difundidos se voltam para o conceito de biopoder de Michel Foucault (adivinhe só um homem branco europeu). Pluckrose e Lindsay apontam as incoerências dessas teorias (não são falhas, a intenção é confundir mesmo) e como elas incentivam o tribalismo e o ódio. A demonização de grupos "majoritários", simplesmente pela cor de pele, por exemplo ("Todo branco é racista"), é o que vemos hoje como "racismo do bem". No último capítulo, há uma defesa do liberalismo e do secularismo como soluções, o que eu discordo, mas indico o livro pela abrangência de conteúdo.

    6 curtidas

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