Rio dos bons sinais (Coleção Ponta-de-Lança) -

    Nelson Saúte

    Língua Geral
    2007
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-13: 9788560160198
    Português

    Depois de O homem que não podia olhar para trás, lançado pela Editora Língua Geral e que faz parte da Coleção Mama África, voltada para o público infato-juvenil, o moçambicano Nelson Saúte apresenta agora uma literatura um tanto singular. Em Rio dos bons sinais, seu novo livro de contos, a morte permeia todas as histórias, e a realidade e a ficção caminham lado a lado. Eufrigino dos Ídolos, o homem que ia a todos os funerais com seu guarda-chuva amarelo, o enterro da bicicleta do popular deputado que tinha nove filhos, o ministro de Deus, a aldeia dos homens sem sombra, a vovó Mafaduco e a Menina dos Prazos são alguns dos curiosos, batalhadores e cativantes personagens que compõem os enterros, funerais e o luto que servem como cenário para a obra. “Este é um livro de ausências. Sem grandes gestos, grandes batalhas, grandes epopéias, sem grandiloqüências ou arroubos filosóficos. As grandes aventuras estão no quintal da nossa casa, raramente nos horizontes exóticos e são os nossos olhos gulosos buscando o infinito que nos levam para o vazio dos gestos históricos”, afirma o também moçambicano Ruy Guerra, na orelha do livro. Em Rio dos bons sinais, que integra a Coleção Ponta-de-Lança, Nelson Saúte apresenta a relação com os mais velhos, a morte sob diversos ângulos, o que também revela as particularidades da cultura africana. No cenário da morte e do luto, Nelson revê os conceitos, a pobreza, o amor, a amizade, recorda a infância e mostra que a morte é um fato da vida e que pode nos ajudar a compreender o que somos.

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    Eduardo F F de Abreu24/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Narrativa fluida e doce, histórias amargas e mágicas

    Entrou para minha singela estante de livros de contos preferidos. Nelson Saúte tem um jeito de narrar que encanta, fazendo parecer que o que escreve é mais fantástico do que real - mas não o é... ainda que ele o torne um pouco com a literatura que produz.

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