Jonathan King é um homem poderoso, controlador e possessivo, que gosta de tudo e todos aos seus pés. Aurora Harper está fugindo de seu passado que voltou para atormentá-la, além de estar tentando entender mais sobre a morte de Alicia, sua irmã mais velha. Com isso, entramos em uma história com uma pitada de suspense que envolve o passado dos protagonistas.
“É a primeira vez na minha vida que quero manter algo em vez de destruir em pedaços”
Apesar de eu achar o Jonathan um mau pai, acabei gostando do personagem durante a leitura. Claro, ele não é o mais carismático, mas às vezes gosto de protagonistas masculinos com a personalidade mais séria como a dele. Ve-lô se rendendo e ficando com ciúmes da Aurora, foi muito bom. Ele tenta exercer um controle sobre ela, mas aos poucos estava fazendo suas vontades e gostando disso.
Gostei da Aurora principalmente pelo fato de ser uma mulher mais madura e não uma menina que acabou de sair da adolescência, como é de costume dos age gap. Me agrada como ela rebate e enfrenta o Jonathan, fazendo-o abrir mão de certas coisas que não eram de seu costume, como beijar e dormirem juntos. Fica nítido que ela chegou para desequilibrar a vida do maior tirano de todos e que o tem em suas mãos, apesar de ele não admitir ainda.
Não achei que foi o melhor livro da RK, mas foi uma boa leitura. Fui surpreendida positivamente, pois acreditei que não gostaria por conta da protagonista se envolver com o marido de sua falecida irmã. Esse é um tipo de enredo que geralmente não me agrada, principalmente quando as irmãs são parecidas e eu fico na paranoia de que o protagonista só está se envolvendo com a mocinha por causa da semelhança com sua falecida mulher. Mas, não tive essa sensação durante a leitura, então acabei gostando do Jonathan e da Aurora juntos, apesar de ter demorado para sentir uma conexão com ambos.
Ansiosa para o desenrolar da continuação e para descobrir o mistério sobre a Alicia.