Tudo virará pó
Tudo está fadado a desaparecer; menos diamantes, claro, que são eternos. Uma das matérias mais bacanas dessa revista, além da matéria da capa, foi a ''De volta ao pó'', que me fez refletir sobre o consumo desenfreado, mas inevitável. Afinal, os raros indivíduos que possuem poder de compra, compram mesmo. Não posso culpá-los. Eu mesma teria muito mais bens materiais e badulaques se minha condição financeira assim permitisse. Em 65 milhões de anos, hipoteticamente tudo o que o homem deixar jogado ao ar livre, está fadado a desaparecer. Digamos que uma extinção em massa ocorra e não existam mais as pessoas, o ser humano: o que será feito de alguns objetos? Aquele carro que alguém fez tanta parcela pra comprar vai virar lixo inútil, incógnito, abandonado. Aquele celular roubado. Aquela casa grande, cobiçada por muitos. Seu notebook. Tudo vai sumir. Afinal, especialistas que foram entrevistados para essa matéria afirmam que fenômenos físicos, como a ação da luz, do calor, além de micro-organismos e bactérias, podem ajudar a degradar bens manufaturados depois de muitos anos. Fiquei surpresa em saber que até prédios, depois de um milênio, podem sumir totalmente. E a gente tem a impressão hoje, ao observá-los, de que são perpétuos! O tesouro de hoje é a sucata de amanhã.


