The Law of Inertia -

    S. Gonzales

    Amberjack Publishing
    2018
    353 páginas
    11h 46m
    ISBN-13: 9781944995874

    When James's boyfriend died by suicide, a foster kid with a checkered past, no one asked too many questions. But to James, the so-called facts are just the first of many mysteries. And when the very person who can answer his questions goes missing, James wonders what else is being hidden. After all, innocent people don't run.

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    Rony19/05/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O ouro dos livros de estreia

    Sem querer ser pessimista - e até mesmo torço para estar errado -, mas acredito que esse será o melhor livro da carreira de Gonzales. Digo isso já tendo lido outro livro dela que gostei bastante há uns anos. É só que, em sua estreia, existe uma energia ainda não domada, uma estrutura que não está polida demais, que não tenta ser necessariamente palatável para um público mais amplo. É um desses romances de formação com protagonismo queer que dá gosto de descobrir; sem pretensão de ser algo grandioso, e ainda assim com o coração no lugar certo para capturar nuances e fazer o cotidiano brilhar. A história aqui lida com questões relacionadas à saúde mental de uma forma sincera e responsável, sem colocar muitos panos quentes, só que também sem usar apenas para valor de choque. Achei que a vertente do suspense, que em grande parte serve de pano de fundo, acabaria caindo por terra ou então traindo a própria história que estava sendo criada. Porém a autora me surpreendeu ao fazer o drama e suspense funcionarem juntos e de forma complementar, sem um ser apenas artifício para o outro, por mais que uma coisa aqui ou outra ali ainda não feche tão bem. SPOILERS adiante porque quero registrar minhas impressões de forma clara. Por exemplo: precisava MESMO cortar o contato com o James em definitivo? Ou não deixá-lo ciente pelo menos? Entendo do que ocorreu no impulso num primeiro momento, até mesmo o instinto meio de vingança de Ash, e que quanto mais tempo passava, mais difícil seria de falar a verdade. Tipo, não é sem lógica alguma, mas também senti que a autora forçou um pouco a barra para as coisas funcionarem dentro do que ela precisava. O que eu perdoo porque o todo funcionou. Agora o pior de tudo pra mim foi Louise. Que, convenhamos, é uma personagem que só existe pra ser ferramenta narrativa para explorar o aspecto do mistério. Porque é claro que um pov do "Elliot" arruinaria tudo. Mas ela só está lá pra ser a melhor amiga que, na verdade é a pior amiga que eu li nesses últimos tempos. Ela vai atrás de desvendar o segredo do seu melhor amigo como se tivesse o direito de saber tudo da vida dele, mesmo ele pedindo pra ela deixar o assunto de lado. Zero respeito, zero empatia, zero lealdade. Felizmente tudo funciona no final e ela mesmo acaba se caindo em si que o melhor amigo dela não estava errado em fazer o que fez, diferentemente do que ELA fez que não me desce. O bom é que ela realmente não tem qualquer função que não seja nos guiar no momento presente, então aparece pouco. O triste é que isso só enfatiza o quanto que ela não é uma personagem, mas sim um meio para um fim.

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