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    A arte de ter razão (Coleção Folha Os Pensadores #25) -

    Arthur Schopenhauer

    MEDIAfashion
    2021
    65 páginas
    2h 10m
    ISBN-13: 9786587200064
    Português Brasileiro
    4
    12 avaliações
    Leram19Lendo0Querem32Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos1Desejados32Avaliaram12

    Na era das redes sociais, um tipo muito comum é alguém que se desfaz da amizade para não perder a discussão. Para tais pessoas, este opúsculo inacabado de Schopenhauer tornou-se um livro de cabeceira. Na obra, o filósofo pessimista expôs 38 estratagemas, ou técnicas de controvérsia, que asseguram a vitória em qualquer disputa, mesmo que a tese defendida seja falsa ou inconsistente. No entanto, o espírito sarcástico do autor pode passar despercebido por quem lê sua exposição como um manual. Schopenhauer usa os exemplos para demonstrar como, muitas vezes, não há nexo entre a persuasão e a verdade. A retórica, como já mostrava Platão quando opunha Sócrates aos sofistas em seus diálogos, pode ser convincente, mas dificilmente resiste a questionamentos. O veneno schopenhaueriano atualiza essa tradição filosófica, permitindo ver que quem tem razão a respeito de tudo nem sempre está certo.

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    Glaubertt Oliveira picture
    Glaubertt Oliveira22/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Indispensável

    Uma obra indispensável para quem gosta de estudar argumentação. Muitos dos estratagemas podemos observar todos os dias nos debates de todos os tipos. Com certeza é uma para ser relida muitas vezes.

    8 curtidas

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    4 / 12
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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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