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    Os Grandes Clássicos de Tex #16 - Sangue Navajo

    G. L. Bonelli

    Mythos
    2008
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    2 avaliações
    Leram2Lendo0Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados1Avaliaram2

    Dois comerciantes inescrupulosos matam cinco jovens índios navajos por motivo fútil. Tez quer justiça, mas o mundo dos brancos só revela indiferença, hipocrisia e politicagem. Assumindo a posição de chefe de guerra, Águia da Noite rejeita a justiça ineficiente e torna-se júri, juiz e carrasco, liderando o altivo povo navajo contra o Exército, enfrentando ações militares com táticas de guerrilha, numa caçada incessante aos culpados da odiosa chacina. Em busca de seu objetivo, Tez faz com que os navajos desenterrem a machadinha de guerra e deem início aos atos que, mais que de guerra, são de verdadeira guerrilha, aqui mostrada como pura arte. E assim, em várias frentes Tex, seu filho Kit Willer e o pard Jack Tigre queimam um forte, o rancho de um dos comerciantes assassinos, deixam tropas de soldados sem água e sem pasto para os cavalos, roubam rifles e cavalos dos militares, explodem uma carroça com munição. Mas o navajos não fazem vítimas, Tex deixou claro a todos que só quer atingir os verdadeiros culpados e que os jovens soldados enviados para caça-los são inocentes úteis.

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    Rodrigo Facco  picture
    Rodrigo Facco 22/05/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Sangue Navajo

    Essa edição tem uma só história e é bastante importante no desenvolvimento horizontal de Tex. Em resumo, cinco navajos jovens são mortos enquanto brincavam de apostar corrida com um novo trem de ferro que passava pelas terras deles, então a tribo quer se vingar e, pra isso, vai ter que enfrentar os EUA. Eu sempre imaginei que seria bem difícil se o Tex tivesse que lutar contra os EUA pra defender os navajos por algumas razões: ele é um ranger policial, estadunidense, agente indígena e chefe de uma tribo. Mas aqui ele chegou com pé na porta e soco na cara numa situação dessas. A forma como ele tomou as dores da tribo e a velocidade com que agiu foi impressionante. Além disso, a estratégia usada, de não ferir ninguém, mas fazer prisioneiros e usar a mídia, foi muito bem bolada pelo autor. Em uma situação real, imagino que os navajos pegariam os assassinos e dariam a eles uma morte clássica, com tortura e arrancamento de escapos, mas as virtudes do Tex falou mais alto. No final, não é isso que acontece. Apesar de fazer sentido o fim que eles tiveram, talvez seria mais interessante se a história se estendesse pra uma captura deles pelos índios, mesmo que não sofressem dessa forma. Pra construção da história do personagem, essa edição é essencial. Excelente leitura!

    1 curtida

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    Avaliações

    3.3 / 2
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas50%
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    Gian Luigi Bonelli profile picture

    Gian Luigi Bonelli

    Leitor voraz desde jovem, apreciando, principalmente, os romances de mestres como Jack London, Robert Louis Stevenson, Julio Verne, Emilio Salgari, entre outros. Vagou pela Europa, com pouco dinheiro no bolso, trabalhando nos mais diversos ofícios para ganhar pão, desde cortar lenha numa fazenda até ingressar no boxe (atuando, inclusive, como treinador de lutadores profissionais). Como sua principal criação, o ranger Tex, "possuía uma percepção de valores imediata, fruto de uma cultura surgida numa juventude vivida com austeridade", como disse Decio Canzio, grande amigo de Bonelli. Sua carreira literária começa no início dos anos 1930, escrevendo histórias para o Corrieri dei Piccoli, tradicional publicação italiana, e artigos para o Giornale Illustrato dei Viaggi. Nos anos 1930, Bonelli fez títulos variados para a Editora Saev, como Jumbo e Rin-tin-tin e escreveu seus primeiros roteiros, que foram desenhados por Rino Albertarelli e Walter Molina. O nome de Gian Luigi Bonelli está indissoluvelmente ligada ao Tex Willer, cujos roteiros durante quarenta anos, dedicou-se para lhe dar primeiro nas mãos capazes de outros autores, inclusive, para citar apenas os mais importantes Guido Nolitta (Sergio Bonelli), Claudio Nizzi e Mauro Boselli. Refira-se que a vitalidade de seu caráter, evidenciado pelo fato de que ainda é o livro italiano de quadrinhos com o maior número de vendas, tem resistido à crise no gênero western a partir da qual se inspirou.

    67 Livros
    18 Seguidores
    Lombardia, Itália

    Gian Luigi Bonelli