The first book in a new series by Hans Rosenfeldt, creator of the TV series The Bridge as well as Netflix’s Emmy Award–winning Marcella. Hannah Wester, a policewoman in the remote northern town of Haparanda, Sweden, finds herself on the precipice of chaos. When human remains are found in the stomach of a dead wolf, Hannah knows that this summer won’t be like any other. The remains are linked to a bloody drug deal across the border in Finland. But how did the victim end up in the woods outside of Haparanda? And where have the drugs and money gone? Hannah and her colleagues leave no stone unturned. But time is scarce and they aren’t the only ones looking. When the secretive and deadly Katja arrives, unexpected and brutal events start to pile up. In just a few days, life in Haparanda is turned upside down. Not least for Hannah, who is finally forced to confront her own past.
Cry Wolf (Hannah Wester #1) -
Hans Rosenfeldt
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Na Boca do Lobo (sexto livro da TramaBox) de Hans Rosenfeldt é brutal, violento, cheio de suspense e plots bombásticos e que se passa em Haparanda, na Suécia. Com aspectos cinematográficos, Hans criou um suspense envolvente, o que não surpreende, pois ele também escreve roteiros, como das aclamadas séries Marcella e The Bridge. Hannah Wester está investigando a morte de um lobo e seu filhote, suspostamente por envenenamento. Quando restos humanos são encontrados em seus estômagos, logo a busca por um corpo começa. Mas quando esse caso parece ter ligação com um negócio de drogas que deu errado na fronteira com a Finlândia, rapidamente uma força-tarefa é montada e os eventos se desenrolam vertiginosamente. Já ouviu aquele provérbio, "Por falta de um prego"?. Eu poderia descrever "Na boca do lobo", usando apenas esta expressão. Como no provérbio, onde uma coisa vai levando a outra, mesmo que indiretamente, assim acontece aqui. A cena de abertura capta logo atenção e rapidamente te deixa envolvido com a investigação. Mesmo que para nós, seja difícil para acostumar com os vários personagens e seus nomes nórdicos. Algumas transições são abruptas, a mudança de foco de personagem muito grande, mas no fundo parece funcionar. Isso porque, Rosenfeldt saiu do convencional de começar o capitulo dizendo em qual ponto de vista você estava. Ele mostra a visão da casa, antes que você saiba quem está olhando para ela, aumentando dessa forma a tensão. O autor também usou a própria cidade para dar um ponto de vista, dando uma característica única a história e como acontecimentos podem afetar uma cidade. Os personagens parecem ser bastante reais, com poucas exceções. A maioria dos personagens tem falhas, o que faz que na verdade você se afeiçõe a eles. Nada de policiais estereotipados e que só perseguem assassinos, eles trazem dramas contudentes. É incrível que não há ninguém feliz na trama, tudo é meio sombrio, noir. São acidentes procurando lugares para acontecer, e depois alguém acontecer neles. Ou como uma série de tropeços, em vez da corrida alucinante para o track final. É o caso de Hannah, nossa personagem principal. Implacavél nas suas investigações, rápida para fazer observações, entretanto, permissiva e passiva em muitas situações. Além, de carregar vários problemas pessoais. Do outro lado temos Katja, fria, calculista, com um passado nebuloso, mas que pode deixar Jack Reacher no chinelo. Eu nunca li um livro que carregou tanta profundidade em vários personagens e mais, sem arruinar o desenvolvimento da história ou a investigação. A linha que separa os vilões dos mocinhos é muito fina e turva. Desde o início, a violência se faz presente, e no final, o número de corpos na pequena e pacata cidade de Haparanda é surpreendetemente alta, no entanto, perfeitamente crível. Os fatores que culminam no final o torna impactante e deixa a solta algumas pontas que com certeza, servirão de gancho para o próximo livro da série. Durante encontramos tema como drogas, traições, poder e também os efeitos das redes sociais em investigações. O ponto baixo do livro, fica por conta do trabalho de revisão, onde existem vários erros de digitação e gramaticais. Mas resolvi passar pano, porque temos uma história muito boa que me manteve acertando e me enganou com sucesso algumas vezes.
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