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    O infinito em um junco: A invenção dos livros no mundo antigo - A invenção dos livros no mundo antigo - Edição Kobo

    Irene Vallejo

    Intrínseca
    2022
    558 páginas
    18h 36m
    ISBN-13: 9786555604696
    Português Brasileiro
    4.4
    195 avaliações
    Leram238Lendo77Querem1048Relendo1Abandonos15Resenhas37
    Favoritos2Desejados1048Avaliaram195

    Fenômeno editorial espanhol traduzido para mais de 30 idiomas, ensaio sobre a história do livro vem conquistando prêmios e leitores. Um livro sobre a evolução dos livros, um passeio pela trajetória desse artefato fascinante que inventamos para que as palavras pudessem ser transportadas pelo espaço e pelo tempo: O infinito em um junco conta a história desse objeto desde sua criação, milênios atrás, passando por todos os modelos e formatos que testamos ao longo da jornada humana. A obra de Irene Vallejo é também sobre viagens e diferentes lugares. Uma rota com paradas nos campos de batalha de Alexandre, o Grande, e na Vila dos Papiros sepultada pelas lavas do Vesúvio, nos palácios de Cleópatra e na cena do crime de Hipátia, nas primeiras livrarias e nas oficinas de cópia manuscrita, nas fogueiras em que eram queimados códices proibidos, no gulag, na Biblioteca de Sarajevo e no labirinto subterrâneo de Oxford no ano 2000. Um fio que une os clássicos ao mundo contemporâneo, conectando-os aos debates atuais: Aristófanes e os processos judiciais contra os humoristas, Safo e a voz literária das mulheres, Tito Lívio e o fenômeno dos fãs, Sêneca e a pós-verdade. Acima de tudo, esta é uma fabulosa aventura coletiva protagonizada por milhares de pessoas que, ao longo do tempo, protegeram e tornaram o livro possível: contadores de histórias, escribas, iluminadores, tradutores, vendedores ambulantes, professores, sábios, espiões, rebeldes, freiras, aventureiros; leitores de todos os cantos, nas capitais onde se concentra o poder e nas regiões mais remotas, onde o conhecimento se refugia em tempos de caos. Pessoas comuns cujos nomes muitas vezes são apagados da história; gente que salva essas fontes de memória, os verdadeiros protagonistas desta obra.

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    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 28/06/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fenômeno Literário

    Da filóloga e escritora Irene Vallejo, “O Infinito Em Um Junco: A Invenção Dos Livros No Mundo Antigo” é um fenômeno literário que já foi traduzido para 39 países, vendeu mais de 700 mil exemplares e ainda segue conquistando leitores pelo mundo. Um livro que curiosamente encontrou dificuldades para ser lançado. A editora de Vallejo recusou levá-lo ao prelo, temendo pelo fracasso, e não foi fácil encontrar uma outra – no caso, a Siruela – que acreditasse que esse calhamaço, de quase 600 páginas, poderia ser uma boa aposta no concorrido mercado literário espanhol. Afinal, quantos leitores podem estar interessados na invenção dos livros na Antiguidade? A bem da verdade, esse subtítulo foi uma escolha pouco adequada, à medida que a obra aborda a trajetória da acumulação de conhecimento e acesso ao saber nas civilizações grega e romana, um relato de sucessos e fracassos, períodos de apogeu, declínio e quase extinção, portanto um alerta para o presente e às futuras gerações. Vallejo não só irá acompanhá-lo até a Biblioteca de Alexandria, como o apresentará a surpreendente capacidade de memorização de Aristófanes de Bizâncio e a Calímaco, o primeiro bibliotecário. Também lhe contará sobre a surpreendente criação do alfabeto, do que se trata um clássico e a origem da palavra cânone. O resultado é uma viagem fantástica ao passado, sempre conectada a fenômenos culturais contemporâneos e até o Brasil é citado, isto é, Caetano Veloso e o livro Cidade de Deus. Por outro lado, a obra também padece de um problema: poderia ser mais sintética, sem qualquer prejuízo para o conteúdo. Um bom exemplo é o protagonismo de Vallejo, que assume ser “uma proselitista da fascinação”. Suas inserções pessoais ou narrativas íntimas despontam apequenadas diante dos eventos relatados e, em especial, o comentário sobre sua estadia em Florença soa inoportuno e elitista. Mesmo assim, o resultado é positivo, ou melhor, bastante positivo. Se você se interessa pelo assunto, não hesite em comprar o livro ou o e-book. Por sinal, dei preferência ao e-book por ser uma obra extensa, possivelmente com muitos trechos para grifar e acertei na mosca, ele acabou colorido pelas inúmeras marcações. Até a próxima!

    48 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 195
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    Irene Vallejo Moreu profile picture

    Irene Vallejo Moreu

    Irene Vallejo nasceu em Zaragoza, Espanha, em 1979, e estudou filologia clássica. Fez doutorado nas universidades de Zaragoza e Florença. Dedica-se a um intenso trabalho de divulgação do mundo clássico ministrando conferências e cursos, e colabora com o El País Semanal, entre outros. De sua obra literária, destacam-se os romances La luz sepultada (2011) e El silbido del arquero (2015). Publicou também ensaios e livros infantis. As antologias Alguien habló de nosotros (2017) e El futuro recordado (2020) reúnem seus artigos de jornais, e lançou ainda Manifiesto por la lectura (2020), uma ode à leitura.

    7 Livros
    6 Seguidores

    Irene Vallejo Moreu