Uma mulher vestida de sol -

    Ariano Suassuna

    Nova Fronteira
    2022
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9786556403403
    Português Brasileiro

    Descubra a primeira obra teatral fascinante de Ariano Suassuna, Uma mulher vestida de sol de 1947. A obra mergulha nas profundezas do Nordeste brasileiro com temas envolventes como conflitos de terra, promessas de honra e um amor impossível em meio à disputa entre clãs. Suassuna, já em sua estreia na dramaturgia, revela influências do Romanceiro Popular Nordestino, do teatro espanhol, incluindo nomes como Calderón e García Lorca, e da tragédia elisabetana, adicionando um toque de leveza com personagens hilariantes, o juiz e o delegado. O texto original, revisitado em 1958, só viu a luz do dia em 1964, mas sua jornada estava apenas começando. Uma adaptação televisiva, supervisionada pelo próprio autor, cativou a audiência da Rede Globo em 1994, desencadeando novas e empolgantes mudanças. Desde então, Uma mulher vestida de sol tem continuado a encantar leitores com sua poesia intensa e uma história que transcende o tempo. Conforme Hermilo Borba Filho proclama no prefácio, esta é "a primeira grande tragédia produzida no Nordeste". Prepare-se para uma jornada literária única, cheia de paixão e tradição que irá cativar sua alma.

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    Natalie M. T. de S. Lagedo29/01/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ariano é estandarte de Pernambuco. É carro-chefe. É personificação. Por onde quer que andemos no Recife, existe uma marca sua. Se o Movimento Armorial é distintivo do Nordeste, Uma Mulher Vestida de Sol é o escudo do meu Estado. Não há como fazer um passeio cultural pela capital pernambucana e não se deparar com a imagem majestosa estampada pelo chão ou parede de algum lugar. Entre os católicos a devoção por Nossa Senhora é grande. Entre os católicos nordestinos eu ouso dizer que é ainda maior. Aproveitando-se disso, o escritor usou a figura do Apocalipse e criou a primeira peça dramática nordestina. Composta por três atos, a peça fala da rudeza árida de pessoas movidas pela ganância da terra, rixas familiares e belicosidade à flor-da-pele. Dura apenas uma noite - do pôr ao nascer do sol. Nela, podemos antever os traços característicos de comicidade e flagelo que alcançariam o auge no Romance da Pedra do Reino. Muito boa.

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