Para compreender a obra (eu não fazia a menor ideia do que significava "del cante jondo") foi fundamental a reprodução, ao final do livro, de uma conferência pronunciada pelo poeta em um encontro artístico, em Granada, 1922. Diz Lorca: "Se da el nombre de cante jondo a un grupo de canciones andaluzas cuyo tipo genuino y perfecto es la siguiriya gitana, de las que derivan otras canciones aún conservadas por el pueblo, como los polos, martinetes, carceleras y soleares."
O livro, pois, tem forte apelo nacionalista. É uma defesa da cultura andaluza, que Lorca via como uma cultura frágil, que tristemente ia sendo esquecida. Contra isso, lutou apaixonadamente: "!Señores, el alma música del pueblo está en gravísimo peligro! ! El tesoro artístico de toda una raza va camino del olvido! Puede decirse que cada día que pasa cae una hoja del admirable árbol lírico andaluz, los viejos se llevan al sepulcro tesoros inapreciables de las pasadas generaciones, y la avalancha grosera y estúpida de los "cóuples" enturbia el delicioso ambiente popular de toda España. Es una obra patriótica y digna la que se pretende realizar; es una obra de salvamento, una obra de cordialidad y amor"
Salvei alguns poemas belíssimos, no histórico de leitura. Obra de forte apelo popular, os poemas desse livro trazem por diversas vezes imagens marcantes da poesia de Lorca: la guitarra [o nosso violão...], los arqueros, o punãl, la luna, etc.
Além dos poemas, o livro tem duas cenas belíssimas. (como quadros de uma peça teatral, repletas de marcações cheias de poesia): "ESCENA DEL TENIENTE CORONEL DE LA GUARDA CIVIL" e "O DIÁLOGO DEL AMARGO"
Ambas belíssimas, especialmente a primeira, que eu amo. Aliás, falei sobre ela numa outra resenha minha: a do livro "Os encontros de um caracol aventureiro", composto por poemas de Lorca traduzidos por José Paulo Paes.
é isso.