Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições5
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas163
    • Leitores2160
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Big Swiss -

    Jen Beagin

    Scribner
    2023
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 1982153083
    3.6
    573 avaliações
    Leram749Lendo144Querem1248Relendo2Abandonos17Resenhas163
    Favoritos16Desejados1248Avaliaram573

    A brilliantly original and funny novel about a sex therapist’s transcriptionist who falls in love with a client while listening to her sessions. When they accidentally meet in real life, an explosive affair ensues. Greta lives with her friend Sabine in an ancient Dutch farmhouse in Hudson, New York. The house, built in 1737, is unrenovated, uninsulated, and full of bees. Greta spends her days transcribing therapy sessions for a sex coach who calls himself Om. She becomes infatuated with his newest client, a repressed married woman she affectionately refers to as Big Swiss, since she’s tall, stoic, and originally from Switzerland. Greta is fascinated by Big Swiss’s refreshing attitude toward trauma. They both have dark histories, but Big Swiss chooses to remain unattached to her suffering while Greta continues to be tortured by her past. One day, Greta recognizes Big Swiss’s voice at the dog park. In a panic, she introduces herself with a fake name and they quickly become enmeshed. Although Big Swiss is unaware of Greta’s true identity, Greta has never been more herself with anyone. Her attraction to Big Swiss overrides her guilt, and she’ll do anything to sustain the relationship… Bold, outlandish, and filled with irresistible characters, Big Swiss is both a love story and also a deft examination of infidelity, mental health, sexual stereotypes, and more—from an amazingly talented, one-of-a-kind voice in contemporary fiction.

    Edições (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (163)Ver mais
    Tálita Heusi picture
    Tálita Heusi09/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Sua beleza era como a própria Suíça - deslumbrante, mas estéril - e seu estoicismo teutônico fazia as pessoas ao seu redor parecerem libertinas emocionais ou, para usar um termo mais psiquiátrico, malditos casos perdidos". Seria julho o mês que define minha leitura do ano? Ou o mês onde eu descubro que meu gosto por literatura está cada vez mais espiralando pro esquisito? Foi assim em 2022 (quando descobri que existe um tropo chamado Unhinged Women e eu nunca mais me senti satisfeita lendo romances ou histórias lineares que não me entreguem uma protagonista perturbada das ideias, com bagagem traumática sendo apresentada em camadas densas de cinismo, escuridão e questionamento das normas sociais) e aconteceu agora em 2023 de novo, com a leitura de Big Swiss. Nos três primeiros parágrafos eu já sabia que tava ferrada, porque a autora conseguiu compilar tanta informação em tão pouco espaço que me colocou direto no meio de duas personagens, encarando a Big Swiss e esperando saber ainda mais dela e do que ela e Greta me trariam. Além de estabelecer um visual sólido, Big Swiss tem dimensões internas das personagens que continuam se desenvolvendo por todo o livro, e quando acabou eu fiquei querendo mais. Raramente eu imagino o que acontece depois da última página de um livro, mas nesse eu imaginei, e ainda agora a história paira na minha mente. Big Swiss (Grande Suíça) é o apelido que a protagonista, Greta, dá pra mulher com a qual ela fica obcecada, porque ela é grande e... bem, suíça. Ela surge na vida de Greta por intermédio de um terapeuta sexual encapsulado de charlatão, mas que desenvolve de maneira bem decente os temas da história. Greta trabalha pra esse terapeuta, transcrevendo as sessões com os pacientes para que ele as use em um livro depois. Então Greta tem acesso a muito material psicológico das pessoas da pequena cidade onde mora, e assim conhece Big Swiss - ou Flavia, o nome real dela. Flavia sofreu uma violência física brutal há alguns anos, mas não é por isso que ela procura terapia. Ela é uma ginecologista, casada, que quer filhos, mas nunca teve um orgasmo na vida. Greta se intriga pela maneira como Flavia lida com trauma, e com a visão estóica que ela tem das coisas. E pela voz. Aliás, eu adoraria ouvir a voz de Flavia, porque ela é descrita com tanta ênfase, que me deixou curiosa pra saber se eu reconheceria voz semelhante, caso ouvisse. "Era uma voz onde você poderia prender seu suéter, ou talvez lascar um de seus dentes, mas também era doce o suficiente para chupar, para dormir com ela na boca". Então quando Greta de fato reconhece essa voz no parque canino, ela entra em um lesbian panic básico e começa a se enrolar com Flavia. Por conta do contrato de confidencialidade com o terapeuta, seu empregador, Greta mente o nome e a idade (Greta tem 45, Flavia 28), e a princípio tenta se mostrar como uma pessoa detestável, pra afastar Flavia. Não funciona, claro. As duas se envolvem cada vez mais e começam a ter um caso (puritanos de "não leio plot de traição" já podem se dirigir à saída). E daí pra frente, é só pra trás. Um dos blurbs do livro diz que ele é romântico e cínico. Na minha experiência, romântico não é. Pelo contrário, a relação delas é descrita sem qualquer véu de romantização. Mesmo o sexo e a maneira como elas se exploram fisicamente são bem diferentes do que vejo por aí. Mas não de um jeito negativo. Eu achei intrigante e... nítido. Como se a autora estivesse disposta a ser o mais cruamente real possível (o que me lembrou Milk Fed, mas melhor). E é aí que entra a parte do cínico. Isso, de fato, o livro é - praticamente em cada frase ou parágrafo. Os diálogos, as descrições, as backstories, as relações, os questionamentos, a condução dos temas... tudo pareceu ser construído para demonstrar desapego às convenções sociais. E eu amei? Claro que amei. Eu poderia ter lido mais 100 ou 200 páginas desse mundo. Entre os temas tem trauma, suicídio, resiliência, adultério, sexualidade e maturidade, além de abordar cachorros e abelhas e mini jumentos de um jeito que eu nem saberia como explicar aqui. "...ela era reta, flexível, de alguma forma mais alta sem roupas e coberta por minúsculos pêlos loiros. Então, menos como aspargos brancos, mais como pêssego branco. Greta nem sempre foi fã - ela preferia nectarinas e raspava tudo, até os antebraços -, mas a penugem fazia Big Swiss parecer mais resistente e mais doce, e Greta quis devorá-la imediatamente". Big Swiss não foi uma leitura perfeita (eu aceitaria de bom grado um pouco mais de desenvolvimento da relação entre as duas, ou de processos mentais e tridimensionalidade), mas foi ótima no sentido de que me fez ler de madrugada, reorganizou pensamentos, me divertiu com o inesperado bizarro e me apresentou universos particulares dos quais eu não teria a menor paciência de chegar perto na vida real. Por acaso é exatamente pra isso que eu leio. O livro vai virar série adaptada pela HBO, com a Jodie Comer (Killing Eve) no papel de Big Swiss, e confesso que não fiquei empolgada com essa escolha, mas vamos ver se rende.

    31 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 573
    • 5 estrelas12%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
    Jen Beagin profile picture

    Jen Beagin

    JEN BEAGIN tem mestrado em Escrita Criativa pela Universidade da Califórnia. Ela mora em Hudson, Nova York.

    4 Livros
    4 Seguidores

    Jen Beagin