A partir da década de 1980, a proposição e o uso do termo imagem permitiram que estudiosos colocassem novas questões sobre o funcionamento social, as funções ideológicas e o poder das imagens no passado. O historiador da arte alemão Hans Belting foi um dos estudiosos que se debruçaram sobre esse debate. O livro Bild und Kult (1990), mais conhecido por sua versão em inglês Likeness and Presence (1994), foi traduzido em 2010 para a língua portuguesa sob a organização de Maria Beatriz de Mello e Souza como Semelhança e Presença – a história da imagem antes da era da arte. O volume, com cerca de 780 páginas, é dividido em 20 capítulos, além de esclarecedores índices remissivos. Conta também com um vastíssimo banco de imagens e um apêndice com fontes primárias sobre a história e o uso das imagens e relíquias.
