Narcisismo e transformação do caráter - A psicologia por trás das desordens de caráter narcisista

    Nathan Schwartz-salant

    Cultrix
    2022
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9786557361498
    Português Brasileiro

    Nesta obra, a 11ª da Coleção Biblioteca Cultrix de Psicologia Junguiana, Nathan Schwartz-Salant utiliza relatos de casos e diferentes versões sobre o mito de Narciso para demonstrar como a compreensão dos padrões arquetípicos universais - que estão por trás dos sintomas clínicos individuais do narcisismo - pode assinalar um caminho para uma saudável reestruturação da personalidade - incluindo um harmonioso equilíbrio entre os aspectos masculino e feminino. Única em sua abrangência, esta obra enfoca, do ponto de vista clínico, a psicologia da inveja, da raiva, do exibicionismo, e o reconhecimento em níveis patológicos do temor ao inconsciente e da relação entre o ego e o Si-mesmo. Descreve ainda a dinâmica envolvida na projeção e na transferência/contratransferência, e ilustra de forma contundente a diferença entre o poder feminino e o masculino, além de apresentar um grande estudo envolvendo mitologia e seus simbolismos.

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    Gustavo Henrique Garcia 12/05/2026Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Muita analogia pra pouco futebol

    Quando o livro foca no assunto estampado na capa ele é muito fascinante e abre novas perspectivas e possibilidades pra abordagem psicalista ao narcisismo, mesmo quando muito focado num público profissional o que aliena os leitores mais casuais. O problema maior e grande desconexão mesmo acontece quando o autor decide focar em uma listagem infinita de mitos gregos e como poderiam ser arquétipos úteis no destrinchar dos quadros narcisistas. Daí o livro perde completamente o direcionamento, foco e capacidade de sintase e se torna muito mais um debate literário com teor psicalista do que o contrário. Em determinados momentos até ficamos capítulos inteiros sem praticamente nenhuma citação ao transtorno que dá nome a obra, e nos leva a pensar porque sequer estamos lendo 100 páginas sobre Perséfones ao invés de nos aprofundarmos no narcisismo. Fica uma leitura massante, desinteressante, sem grandes conclusões e as vezes beirando a desilusão em virtude da obsessão do autor com teologia e seus arquétipos mais do que com a vida humana.

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