Pouco se sabe sobre essa comunidade perdida e desaparecida com o tempo, o que é mito, o que é verdade é o que esse livro tenta nos mostrar. De quase 100 páginas incluindo ilustrações temos 15 tratando do tema Essênios. O restante é para (tentar) orientar o/a leitor/a na complexa trama histórica, religiosa, mitológica, política envolvendo o povo judeu do qual os essênios faziam parte. O livro retoma várias vezes o assunto nos tópicos e capítulos, afinal a história do povo judeu foi contada na Bíblia cristã, e antes na Torá (900 anos antes de Cristo), posteriormente Flavio Josefo e outros historiadores deram sua versão dos fatos e muitos outros acrescentaram feitos e muitas lendas (mitos) no meio. Sem contar o Alcorão que considera Jesus, um profeta.
Aprendemos portanto com esse livro que a história, as religiões, a literatura, os textos antigos estão imbricados com quem deu ao autor o poder de publicar aquele fato (histórico, religioso, literário).
Jesus teria ido estudar com os Essênios, eles teriam tido contato com Moisés, teriam formado Jesus para a vida adulta, teriam vivido numa comunidade formada basicamente por médicos (a palavra essênio basicamente quer dizer isso, médico de alma e de corpo), santos, uma comunidade judaica fora dos domínios estatais, vivendo livremente porém arduamente próximo ao mar morto, 700 metros abaixo do nível do mar. Moravam em cavernas, realizavam batismos e abluções, eram vegetarianos e contrários à violência. Podemos traçar um paralelo dessa comunidade com tantas outras que surgiram depois em outras localidades e com outras culturas e religiões.
Um livro para consulta histórica, religiosa, cultural, para consultar outras leituras, debater, um livro enfim para repensar a forma de viver.
Essa linha já vale toda a leitura: "Faça aos outros o bem que você desejaria receber deles", afirmou Banus, o essênio, em diálogo com Josefo. Essa seria a regra de ouro não só de religiões (religare, unir as pessoas), mas da vida.