O pavilhão dourado -

    Yukio Mishima

    Companhia das Letras
    2010
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788535916812
    Português Brasileiro

    Neste livro brilhante, Yukio Mishima conta a história de Mizoguchi, adolescente inseguro e introspectivo. Narrado de forma densa e original, o romance mostra que a beleza absoluta pode ser tão opressiva e enlouquecedora quanto qualquer imperfeição. Durante a Segunda Guerra, em Quioto, um jovem assistente de sacerdote frequenta o templo do Pavilhão Dourado, ambiente antes cultuado por seu pai como o lugar mais belo do mundo. Ali, Mizoguchi, adolescente inseguro, introspectivo, que sofre de gagueira e é incapaz de estabelecer verdadeiras amizades, encontra refúgio para suas aflições. Quando conhece Kashiwagi, deficiente físico muito mais experiente no mundo e no sexo, Mizoguchi desperta para o que chama de mal absoluto. O conhecimento do mal, associado à ideia de perfeita beleza, princípio básico do Pavilhão Dourado, faz com que o jovem alimente sonhos de destruição e autodestruição, estranhas conjecturas sexuais e reflexões sobre o significado dos valores universais, numa tortura mental que revela que o mal e a beleza não estão tão distantes quanto parecem.

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    Bookster Pedro Pacifico19/09/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O pavilhão dourado, de Yukio Mishima

    O ritmo acelerado que vivemos ultimamente vem colocando a pausa e o silêncio como grandes - e incômodos - inimigos. E foi na contramão desse fenômeno que a leitura de um dos principais autores japoneses do século passado atingiu os leitores do meu clube do livro, o Bookster pelo Mundo. Uma obra escrita em 1956, em uma sociedade completamente distinta da nossa e que tinha como protagonista um monge de um templo budista zen, acabou se tornando uma leitura desafiadora - e, para mim, uma experiência muito marcante. Mizoguchi, um jovem monge gago, nasceu ouvindo seu pai falar sobre O pavilhão dourado, um templo localizado em Kyoto e que detinha uma beleza indescritível. Aos poucos, e depois de conhecer o local pessoalmente, o templo acaba se tornando uma verdadeira obsessão para o protagonista. A beleza do templo, folhado a ouro, o impede de seguir uma vida normal e de seguir a sua trajetória dedicada à filosofia zen. O templo o perturba, é um obstáculo entre Mizoguchi e sua vida. E ao longo da narrativa, dois personagens acabam cruzando a vida de Mizoguchi, de maneira antagônica: Tsurukawa, um estudante otimista e que nutre uma admiração pelo protagonista; e Kashiwagi, um garoto cínico e que desperta o pior em Mizoguchi, utilizando a sua capacidade de manipulação para enganar as mulheres. Também não há como deixar de considerar o próprio Pavilhão dourado como um dos personagens principais da obra: sua beleza exerce um poder insuportável sobre Mizoguchi. Um lembrete do que o protagonista não poderia alcançar. A escrita é densa e promove um mergulho do leitor nos pensamentos do jovem monge. Esse caráter psicológico do texto traz um ritmo mais lento e, em alguns momentos, repetitivos, já que estamos na cabeça de um personagem obsessivo e atormentado. São muitas as reflexões propostas por Mishima. Os conteúdos que produzimos para o clube acabaram enriquecendo muito a leitura, tornando essa experiência não só desafiadora, mas de muito aprendizado. O ápice, para mim, foi poder visitar o Pavilhão dourado em Kyoto enquanto eu fazia a leitura: a sua beleza é realmente inesquecível. Nota 7,5/10 https://www.instagram.com/p/DObY1OIkf5o/

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