Terapia Inversa (Terapia #1) -

    Brenda Matos

    Publicação Independente
    2020
    241 páginas
    8h 2m
    ISBN-13: 9798648017245
    Português Brasileiro

    Lukas é um jovem psicólogo que se vê diante de um enorme problema: ele está apaixonado por Peter, um de seus pacientes. A situação se torna ainda mais complexa quando Lukas envolve Robert, seu ex-namorado, e seu melhor amigo, Max, na história. Os papeis se invertem, a linha entre certo e errado se torna cada vez mais tênue e o aperto no coração se torna crescente. Lukas não sabe o que fazer, ele se encontra em um beco sem saída. Ele está apaixonado e com mais problemas do que poderia imaginar.

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    Cassio Cipriano02/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Turbilhão de sentimentos e acontecimentos

    Essa foi a minha primeira leitura de 2021 e estou muito feliz por tê-la escolhido, pois, desde uma ressaca literária em 2020, “Terapia Inversa” foi o primeiro livro que me fez não querer parar de ler por um só segundo. A autora soube desenvolver muito bem a história e os personagens, de uma maneira que faz você terminar um capítulo e já querer emendar no outro. Quando percebe, já está terminando o livro. A escrita da Brenda Matos é agradável e fluida. A trama e os personagens são complexos. Por vezes, fiquei aflito ao tentar me colocar no lugar do Lukas, do Peter, do Max, da Lena e do Robert. Ora os amei, ora os odiei, e isso foi uma das coisas que mais gostei na obra: os personagens são retratados de maneira crua e verossímil no que se refere às suas qualidades e defeitos. Não há mocinho, não há vilão. Em momentos específicos, todos tomam atitudes que a gente ama ou odeia, e isso é muito bacana, porque essa inconstância no modo de agir e de sentir é do ser humano, incluindo profissionais da Psicologia, de quem costuma-se cobrar uma postura muito correta, sensata e um domínio fora do comum dos sentimentos, por conta da profissão, mas esquecemos que eles também são humanos e têm as suas próprias questões para lidar. A única coisa que me incomodou um pouco foi o uso excessivo da palavra “moreno”, cuja etimologia possui uma origem racista e, a meu ver, mesmo que a intenção da autora não tenha relação direta com o racismo (pois o termo é utilizado, na maioria das vezes, para designar cor de cabelo), a origem dessa palavra tem cunho racista e o seu uso atualmente é bastante questionável. Fora isso, o texto é ótimo e eu recomendo muito a leitura.

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