Psicanálise e revolução - Psicologia crítica para movimentos de liberação

    Ian Parker, David Pavón-Cuéllar

    Autêntica Editora
    2022
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9786559281473
    Português Brasileiro

    Esse livro-manifesto, escrito a quatro mãos pelo britânico Ian Parker e o mexicano David Pavón-Cuéllar, se organiza em torno da pergunta: O que é revolucionário na psicanálise? E por que nós, que estamos envolvidos com a práxis política, deveríamos levá-la a sério? Este manifesto é um argumento em favor de unir a transformação social à liberação pessoal, mostrando que esses dois aspectos de profunda mudança podem ser intimamente conectados por meio da psicanálise. O manifesto explora o que está por trás de nós, o que continuamos repetindo, aquilo que nos move a mudar e o que nos faz permanecer os mesmos, e como esses fenômenos são transferidos no espaço clínico. Este livro não deixa de ser crítico à psicanálise, mas busca transformá-la, para que os movimentos de liberação possam transformar o mundo.

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    Gal Alessio28/04/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    O complexo de Deus do psicanalista

    Não me entendam errado, eu gostei muito do livro em vários aspectos, e dou um destaque especial à introdução maravilhosa do Christian Dunker. Mas me trás um desconforto imenso (e talvez essa seja a intenção e eu não entendi a obra) seguir lendo psicanalistas que se consideram os donos da verdade enquanto diminuem e, como nesse livro, ridicularizam outras abordagens científicas para o conhecimento da psiquê humana. Enfim, é muito fácil enaltecer a própria prática a custo das outras, e a gente já deveria saber nesse ponto que isso não vai nos levar a lugar algum. Eu entendo e concordo com a crítica em relação à alguns "profissionais" da psicologia que veem o sofrimento como algo exclusivamente individual, ignorando toda a influência que os aspectos socio-economicos e afins podem ter (e acredito serem majoritários) na formação do indivíduo, agora agir como se todo psicólogo/psiquiatra fosse um agente do mal pró-capitalismo (isso porque não conhecem o ponto de vista dos autores ou simplesmente discordam) é forçação demais até pra mim.

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