Mais que Italo Calvino, Alberto Moravia e Elsa Morante, embora menos traduzido, Pier Paolo Pasolini teve um papel de protagonista absoluto na cultura italiana dos últimos cinquenta anos do século XX. Escrever poesia era, para Pasolini, a mais natural das artes, uma atividade cotidiana da qual não podia prescindir, uma paixão originária e quase maníaca que lhe permitia o imediato reconhecimento de si mesmo. Agora a Editora Nós publica uma nova edição bilíngue de Poemas, de Pasolini, com organização de Alfonso Berardinelli e Maurício Santana Dias. Esta seleção traz poemas que foram surpreendentemente inovadores por sua discursividade autobiográfica e ideológica quando lançados, na metade dos anos 1950.


