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    Vivo muito vivo - 15 contos inspirados nas canções de Caetano Veloso

    Jeferson Tenório, Giovana Madalosso, Mateus Baldi, Renata Belmonte

    José Olympio
    2022
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9786558471059
    Português Brasileiro
    3.4
    31 avaliações
    Leram55Lendo3Querem48Relendo0Abandonos1Resenhas8
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    Em celebração à vida e à arte de Caetano Veloso, coletânea reúne quinze importantes autores contemporâneos em torno de canções do grande compositor baiano. "Vivo muito vivo", organizado por Mateus Baldi, é um tributo que o mundo literário presta a uma das figuras mais importantes da cultura brasileira: Caetano Veloso. Cada autor e autora escolheram uma canção como tema e inspiração. No conto, a canção é explorada, de maneira a ampliar a narrativa, reelaborar a poética ou dar nova vida a personagens icônicos que estão presentes na obra de Caetano Veloso, desde o início dos anos 1960. Edimilson de Almeida Pereira – vencedor dos prêmios Oceanos e São Paulo de Literatura –, por exemplo, reconta a fuga de um refugiado tendo como inspiração “Trem das cores”, e Giovana Madalosso – finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura –reimagina a história da “Tigresa”, em uma narrativa emocionante de uma protagonista em busca de uma ex-atriz de "Hair". Estão aqui, portanto, quinze histórias que reforçam a presença literária de Caetano Veloso. Relembrando grandes sucessos e também composições mais alternativas, os contos de "Vivo muito vivo" não apenas homenageiam o filho de dona Canô, mas reforçam sua importância literária. Um Caetano Veloso plural, brasileiro, que segue influenciando milhares de pessoas de todas as gerações vivas no Brasil e no mundo. “Nos contos criados a partir das canções [...] o que se percebe é a língua cantada remexendo os mais profundos sentimentos..” – Hugo Sukman

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    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel20/06/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Nine out of ten movie stars made me cry

    Sao contos, de autores diversos, que se inspiram em canções Caetanicas para se desenvolverem; diante da habilidade poética do artista supracitado, as narrativas são fracas, algumas até rasas, aquéns se comparados às músicas que se debruçam. Cada música é subjetiva, o autor exacerbando a sua própria visão para assim um texto criar, - mas não posso deixar de citar que houve contos dos quais não pude traçar absolutamente nenhum paralelo entre a canção homenageada. Não que isso seja ruim, - o maior problema é que os contos são fracos, simplesmente esquecíveis; e, como dito anteriormente, quase risíveis diante a pluralidade poética de Caetano. Até que gostei de BERRANTE (inspirado na canção *Aboio*) e A BILHA E AS FITAS K7 (baseado na música *Terra*), - outros, tive uma recepção mista, como em TREM FANTASMA (que, ao caso, se inspira em *Trem das Cores*), - conto que gostei da temática, por mais que ache a escrita enganchada. Meus contos favoritos foram UMA FRESTA (baseado na canção *Giullieta Masina*), TRANÇA (baseado na canção *Neolithic Man*) e DESAVISOS (baseado em *O quereres*). De resto, medíocre.

    12 curtidas

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    3.4 / 31
    • 5 estrelas6%
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    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Jeferson Tenório profile picture

    Jeferson Tenório

    Jeferson Tenório nasceu no Rio de Janeiro, em 1977. Radicado em Porto Alegre, é graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e atua como professor de língua e literatura na rede pública de ensino de Porto Alegre. Em entrevistas o autor relata que o seu amor pela literatura surgiu depois dos 20. Hoje ele se orgulha de ter uma biblioteca em casa. As leituras que mais moldaram a sua carreira foram Dom Quixote de la Mancha, Quarto de despejo e textos filosóficos de Freud. O escritor é Mestre em Literaturas Luso-africanas, pela mesma Instituição, com a dissertação Em busca do outro pé e outros niilismos na obra de Mia Couto, defendida em 2013. Trabalho, centrado numa perspectiva pós-colonial, toma como objeto O outro pé da sereia, do autor moçambicano, para efetuar a desconstrução dos arquétipos enraizados no imaginário ocidental sobre África e seus povos. O autor estreia no romance em 2013, com O beijo na parede, vencedor do prêmio de “Livro do Ano” da Associação Gaúcha dos Escritores, e já em terceira edição. A narrativa chama a atenção pela forma com que arrebata a atenção do leitor, fazendo-o percorrer os cenários da carência material e afetiva que marcam o cotidiano dos desvalidos alojados na metrópole contemporânea. Já seu segundo romance Estela sem Deus, de 2018, retoma a problemática do amadurecimento precoce da infância e juventude negras, num contexto marcado pelo racismo e pela subalternidade econômica e social. Aos treze anos, a protagonista almeja se formar filósofa e busca superar os inúmeros entraves colocados no caminho de seus planos. Jeferson Tenório divide seu tempo entre o ensino, a pesquisa e a literatura. Além dos romances, tem textos adaptados para o teatro e contos traduzidos para inglês e espanhol, além de ser o escritor anfitrião da FestiPoa Literária de 2019. Conquistou premiações de relevo, entre elas: Menção honrosa no 19º Concurso de contos Paulo Leminski, Universidade Estadual do Oeste do Paraná; 15º Concurso Poemas no ônibus e 3º Concurso Poemas no trem, da Prefeitura de Porto Alegre; além do prêmio de “Livro do Ano”, para O beijo na parede.

    16 Livros
    439 Seguidores
    Rio de Janeiro , Brasil

    Jeferson Tenório