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    Escravidão e Leis no Brasil - Aproximações Jurídico-Históricas

    Ibsen Noronha

    Livraria Resistência Cultural Editora
    2019
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788566418231
    Português Brasileiro
    3.8
    3 avaliações
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    Favoritos1Desejados7Avaliaram3

    Ibsen Noronha é o primeiro brasileiro (desde a Independência) a lecionar na tradicional Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – onde Gonçalves Dias escreveu a sua imortal “Canção do exílio” (1843) –, além de jurista consagrado e veterano nas lides monárquicas. Escravidão e leis no Brasil – aproximações jurídico-históricas constitui uma defesa das tradições pátrias de harmonia racial, consoante o universalismo de nossa fé católica. Prefaciado por S. A. I. R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e sucessor do Chefe da Casa Imperial, Escravidão e leis no Brasil foi censurado pela editora do Senado da República, que se recusou a dar prosseguimento à edição da obra – depois de assinado contrato – por injunções ideológicas. A Livraria Resistência Cultural Editora se orgulha em dar a lume a 4ª edição – revista, ampliada e atualizada, com inclusão de um índice onomástico – do best-seller de Ibsen Noronha.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Filipe Rossatti picture
    Filipe Rossatti27/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mais uma excelente obra.

    Brasil-Colônia, Brasil-Império, estes são os eixos que gravitam em torno da problemática do livro. Prof. Ibsen discorre a respeito da historicidade brasileira, trazendo fatos desconhecidos (muitas vezes) do público leitor, e corrigindo outros, costumeiramente ensinados nos bancos escolares. A perspectiva do autor é esclarecedora no que concerne à tão debatida ´´escravidão``, com argumentos lúcidos, sobremaneira, sérios, que põe por terra diversas falácias. Contrapõe análises, expõe estatísticas, esmiúça dados, a fim de que a história não seja um mero objeto de ideologias, mas, sim, a rememoração dos acontecimentos. Sem deixar de lado o espírito cristão, faz um ótimo exame do catolicismo como mola propulsora da unificação do povo brasileiro, composto de índios, negros, europeus. Essa identidade é o que faz do Brasil, único. E talvez aqui, resida a nevralgia da obra: cota raciais. Convidado para uma audiência pública acerca do próprio tema, o referido professor traz informações sólidas que refutam essa ímpia separação. O modo de sentir e ver é de injustiça para muitos e pseudo-justiça para outros, sob pretextos de saldarem ´´dívidas históricas``. Ora, justiça a nosso ver é dar a cada um o que lhe pertence de forma constante e perpétua, não lesando a outrem. Privilegiar uns em desfavor de outros não redunda em justiça, mas segregação.

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