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    A história perdida do liberalismo - Da Roma antiga ao século XXI

    Helena Rosenblatt

    Alta Cult
    2022
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9786555206227
    Português Brasileiro
    3.7
    6 avaliações
    Leram17Lendo5Querem172Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados172Avaliaram6

    A História Perdida do Liberalismo desafia nossas suposições mais básicas sobre um credo político que se tornou um grito de guerra - e um termo de escárnio - na praça pública cada vez mais dividida de hoje. Levando leitores da Roma antiga até os dias atuais, Helena Rosenblatt traça a evolução das palavras “liberal” e “liberalismo”, revelando os debates exaltados que ocorreram a respeito do seu significado. Neste livro oportuno e provocativo, Rosenblatt desmascara o mito popular do liberalismo como uma tradição exclusivamente anglo-americana centrada nos direitos individuais. Ela mostra que foi a Revolução Francesa que deu origem ao liberalismo, e os alemães o transformaram. Somente em meados do século XX o conceito se tornou amplamente conhecido nos Estados Unidos ― e então, como agora, seu significado foi calorosamente debatido. Os liberais eram, originalmente, moralistas de coração. Eles acreditavam no poder da religião para reformar a sociedade, enfatizavam a santidade da família e nunca falavam de direitos sem falar de deveres. Foi apenas durante a Guerra Fria e a crescente hegemonia mundial dos Estados Unidos que o liberalismo foi remodelado em uma ideologia estadunidense focada tão fortemente nas liberdades individuais. Atualmente, ainda não conseguimos concordar sobre o significado do liberalismo. Nos Estados Unidos, um “liberal” é alguém que defende um grande governo, enquanto na França, um grande governo é contrário ao “liberalismo”. Os debates políticos ficam confusos devido à desordem semântica e conceitual. A História Perdida do Liberalismo define o registro direto em um princípio central da conversa política de hoje, e estabelece as bases para uma discussão mais construtiva sobre o futuro da democracia liberal. ” A História Perdida do Liberalismo é o relato mais agudo e cuidadoso já composto sobre o tema. A realização de Helena Rosenblatt é emocionante, com implicações evidentes para nosso próprio tempo de conflito ideológico.”― Samuel Moyn, Universidade de Yale “Sistemática e ousada, esta provocativa história de ideias revela como as qualidades éticas do liberalismo, entendido como uma força multiforme, devem ser colocadas à frente e no centro. Traçando inventivamente as conexões tensas da tradição liberal com a religião e seu envolvimento com outros corpos de pensamento, esta ‘história perdida’ força uma reavaliação de várias versões estabelecidas das origens, do significado e do desenvolvimento do liberalismo.”― Ira Katznelson, coautora de Liberal Beginnings: Making a Republic for the Moderns “Essa história intelectual clara e segura traça a evolução da tradição liberal por meio de um diálogo internacional de séculos sobre o caráter e o bem comum no qual a França e a Alemanha desempenharam papéis importantes. Contra esse pano de fundo, o liberalismo anglo-americano, focado nos direitos contemporâneos, pode ser interpretado como uma resposta ao desafio do totalitarismo do século XX.” ― William A. Galston, Brookings Institution “Como o liberalismo se tornou a temida palavra com L? Enquanto os oponentes retratam o liberalismo como um conjunto de ideias desvinculadas de fundamentos morais, Rosenblatt traça sua história de séculos, mostrando que os proponentes não apenas deram a ele um núcleo moral, mas também apelaram aos líderes e cidadãos para se dedicarem ao bem público. Nestes tempos, poderíamos usar um pouco de ambos - Heather Boushey, autora de Finding Time: The Economics of Work-Life Conflict

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    Resenhas (1)Ver mais
    Cicero Gabriel Cardoso Soares picture
    Cicero Gabriel Cardoso Soares19/10/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Uma palavra sem definição

    Chega-se ao fim do livro sem saber de fato o que seria "liberalismo", mas com uma idéia panorâmica de como o termo foi mudando no decorrer dos séculos. Ao longo da narrativa, a história ocidental é recontada sob o prisma dos que se diziam liberais e como se definiam. A autora dá uma ênfase exagerada à França, ao meu ver, já que por lá houve muita teoria e pouca prática, e as práticas concretizadas foram catastróficas ou, pelo menos, mal-sucedidas. Desde a Revolução Francesa, - que muitos esquecem que aconteceu treze anos após a bem-sucedida Revolução Americana - com Napoleão, Napoleão III, Comuna de Paris, Pétain e por aí vai... Há o mérito de recuperar a grande figura de Benjamim Constant, mas o apoio da autora às idéias anticatólicas da época, que na França chegaram a extremos, assim como sua antipatia ao laissez faire, me pareceram exagerados. Mas de forma geral ela se atém aos fatos e mostra honestidade intelectual por exemplo ao citar o britânico Alexander MacDonald, um dos primeiros membros da classe trabalhadora eleitos para o Parlamento, que diz: “o partido conservador fez mais pelas classes trabalhadoras em 5 anos do que os liberais em 50”. É curioso como políticos com os direcionamentos mais díspares entre si se nomeavam liberais. Há uma citação de Spencer bastante reveladora: "No passado, o liberalismo se opôs à autoridade ilimitada dos monarcas; no presente, o liberalismo deveria se opor ao poder ilimitado dos parlamentares." (Nós, brazucas, lidamos com o poder ilimitado do Judiciário e convivemos com uma casta de políticos repletos de privilégios de fazer inveja à nobreza do "Ancien Régime" francês do séc. XVIII.) Os americanos que se dizem "liberals" hoje em dia, do partido democrata, além de ao poder do monarca, se opõem também ao poder do mercado e dos grandes capitalistas, e aí a definição de liberalismo se multiplica. No final fica a velha questão de até onde a interferêncio do estado promove o bem-estar geral ou avança sobre direitos individuais.

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    Helena Rosenblatt

    Nascida na Suécia, Helena Rosenblatt é uma historiadora intelectual com um interesse particular pelo pensamento político e religioso francês. Recebeu seu B.A. do Barnard College e seu M.A. e Ph.D pela Columbia University. Ela é professora de História no The Graduate Center, CUNY. O primeiro livro de Rosenblatt, Rousseau and Geneva from the First Discourse to the Social Contract, 1749-1762, analisa o pensamento político de Rousseau no contexto de seu local de nascimento, a cidade-estado de Genebra, no século XVIII. Seu segundo livro, Liberal Values: Benjamin Constant and the Politics of Religion, explora o papel que a religião desempenhou no pensamento político desse liberal inicial.

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