Amparo Dávila
Amparo Dávila foi uma escritora mexicana reconhecida por seus contos, que abordam o fantástico e o insólito. Ela ganhou o prêmio Xavier Villaurrutia em 1977 pela sua coletânea de contos <i>Árboles petrificados</i>, ainda sem edição brasileira. Em 2015, foi criado no México um prêmio literário em sua homenagem para a melhor história do gênero fantástico: o Prêmio Bellas Artes del Cuento Fantástico Amparo Dávila. No mesmo ano, ela foi agraciada com a Medalha de Belas Artes em reconhecimento à sua carreira.
Dávila foi a única filha sobrevivente de seus pais. O filho mais velho morreu no parto. O próximo filho morreu de meningite, e o último filho morreu durante a infância. Ela aprendeu a amar a leitura desde cedo por passar o tempo na biblioteca de seu pai. Sua infância foi marcada pelo medo, tema que apareceu em vários de seus futuros trabalhos como autora. Seu primeiro trabalho publicado foi <i>Salmos bajo la luna</i>, em 1950. Seguiu-se <i>Meditaciones a la orilla del sueno</i> e <i>Perfil de soledades</i>. Ela então se mudou para a Cidade do México, onde trabalhou como secretária de Alfonso Reyes. Em 1966, integrou o Centro Mexicano de Escritores, onde recebeu uma bolsa para continuar escrevendo.
Dávila é conhecida por abordar temas de insanidade, perigo e morte, normalmente lidando com uma protagonista feminina. Muitos de seus protagonistas parecem ter transtornos mentais e atacam, muitas vezes de forma violenta, outros. Muitas vezes, as mulheres em suas histórias ainda não conseguem escapar dos seus problemas mentais e conviver com as ações que tomaram. Ela também brinca com ideias de tempo, usando o tempo como símbolo daquilo que não pode ser mudado.