Aparelhos ideológicos de Estado -

    Louis Althusser

    Paz & Terra
    2022
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9786555480290
    Português Brasileiro

    Clássico de Louis Althusser sobre a dominação dos trabalhadores pelo Estado e as elites volta às livrarias em momento delicado da política brasileira Publicado pela primeira vez em 1970, o breve ensaio “Aparelhos ideológicos de Estado (Notas para uma pesquisa)” representou uma renovação para o marxismo. Nele, o filósofo francês Louis Althusser reafirma sua filiação teórica e dá contribuições inovadoras aos estudos da ideologia, aprofundando o entendimento sobre a dominação do Estado e das classes dominantes sobre os trabalhadores. Seu texto influenciou intelectuais importantes, como Judith Butler, Ernesto Laclau e Slavoj Žižek. Neste livro, Althusser parte da premissa de que, se uma sociedade capitalista depende de certas condições de produção para existir, faz-se necessário reproduzir tais condições ad infinitum. Tal qual é feita, a gestão da economia pelo Estado não só permite a exploração inerente à luta de classes, mas dispõe também dos meios para conservar essa exploração. Ao revisar a noção marxista de que o Estado seria uma máquina de repressão que garante a extorsão do proletariado pelo burguês, Althusser opta por uma diferenciação entre o poder de Estado e o aparelho de Estado, distinguindo no último um viés repressor (abordagem marxista tradicional) e também um viés ideológico. Assim, ele elabora uma categoria de institucionalização da ideologia necessária ao Estado para garantir a manutenção da ordem vigente. Esses aparelhos extrapolam o uso da força; não que esta passe a ser vista como dispensável, mas também sem configurá-la como único fator de controle. Nessa dinâmica, o trabalhador nasce e se renova como força de trabalho, convivendo desde sempre com as ideologias que o educam para a reprodução do status quo ― aqui se destaca a figura central da Escola ― e que justificam sua posição na ordem material do mundo. Os aparelhos conformam um sistema que reforça a si mesmo: infunde suas raízes na vida dos indivíduos e, com isso, molda as subjetividades, provocando uma relação intricada de dominação e sujeição. Tal articulação mitiga a ideologia por trás das instituições ao fazer com que o controle ideológico se torne parte imanente de cada um de nós. Esta edição traz, além do ensaio em questão, prefácio com análise crítica de J. A. Guilhon de Albuquerque ― fundador e ex-diretor do Departamento de Ciência Política e do Núcleo de Relações Internacionais da USP. “Um dos mais importantes pensadores marxistas do século XX [...]. Sua renovação do marxismo representou uma liberação para gerações mais jovens.” - Radical Philosophy

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    Myilena Queiroz23/06/2012Resenhou um livro
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    Sob a verve marxista, a noção althusseriana de sujeito (1970, apud Zizek 1996: 131) se baseia em duas teses: “(I) não existe prática, a não ser através de uma ideologia, e dentro dela; (II) não existe ideologia, exceto pelo sujeito e para sujeitos”, sendo base para os preceitos de Pechêux e, sendo este visto como o fundador de tal estudo, da análise do discurso.

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