Em poucos capítulos, o leitor conhece não apenas as orientações oficiais do Catecismo da Igreja Católica Romana, como também o contexto histórico, os dilemas e algumas consequências adotadas pelo conjunto de crenças e dogmas associados a figura de Maria, o que resumidamente pode ser chamado de mariologia. Chirico, o autor e morador de Roma, foi fundo em pesquisar as origens dessa área da teologia católica.
Me surpeendi com os argumentos e curiosidades históricas. Também gostei da escrita dele, não tem enrolação em momento algum. Suas conclusões são bem coerentes e os argumentos foram bem desenvolvidos, seguindo a perspectiva bíblica.
Assim, o livro está dividido em:
1. A Maria da Bíblia.
2. De Maria à mariologia
3. A Maria da mariologia
4. O fascinante e desconcertante mundo das devoções marianas: uma breve introdução
5. O ensino e as devoções de papas recentes
6. Os problemas teológicos com a mariologia
7. Da mariologia de volta para Maria: é possível fazê-lo?
É interessante saber que muito da teologia da igreja católica a respeito do tema ainda não está oficialmente concluída, pois o Vaticano pode amanhã ou depois declarar algum novo dogma, como foi com os outros. Além disso, foi interessante descobri que muito da prática devocional e dogmática sobre a importância da de Maria no contexto do plano da redenção foi mais influenciado por causa da devoção popular e pelo excesso de associações a imagem de Maria, do que por aquilo que nos é revelado pela Bíblia.
Houve (e ainda há) muitas associações desenfreadas com passagens bíblicas fora do contexto para se tentar justificar alguns ensinos, e quando não acontece dessa forma, usam a tradição oral da igreja para validar tais doutrinas, mesmo que a Bíblia não registre nada a respeito disso ou até os neguem. Enfim, amei conhecer mais ❤
"A Maria bíblica resistiria a toda intromissão mariológica e convocaria as pessoas a confiarem e a obedecerem ao seu Filho Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e o homem, o Salvador do mundo, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores". - pág 131