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    O senhor do bom nome e outros contos judaicos (Joias do passado) -

    Ilan Brenman

    Moderna
    2022
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788552716662
    Português Brasileiro
    4
    26 avaliações
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    Olhem, que curioso, estamos aqui reunidos, sete homens em volta tem uma lareira. Sete também foram os dias da criação; sete são os dias de luto; sete são as cores da natureza; sete são as notas musicais; sete são as bênçãos da noiva; sete eram os planetas que os antigos conheciam. Então, proponho que cada um conte uma história do nosso passado, até completarmos sete narrativas... Ilustração: Sérgio Sister

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    Raphael Bittencourt29/01/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “O Senhor do Bom Nome” de Ilan Brenman. O ser humano pensante sempre ficou admirado com a realidade que o cerca. Antes de existir a filosofia, o homem explicava o mundo ao seu redor através dos mitos. Os mitos, portanto, são histórias criadas e contadas pelo homem para explicar coisas que, de outra forma, não teriam explicação. A extinta editora Cosac Naify publicou uma coleção de livros chamada de “Mitos do Mundo”. O volume 06 da coleção, a obra aqui em questão, trata dos mitos judaicos. O autor, Ilan Brenman, nasceu em Israel, é doutor pela USP e publicou diversos livros voltados para o público infanto-juvenil. Na introdução da obra, o leitor é inserido brevemente nos costumes judaicos. Explica-se a diferença básica entre Torá – os cinco primeiros livros da bíblia – e Talmude – o código oral da religião judaica – e a prefaciadora contextualiza a importância para o povo judeu da tradição oral e a atividade de contar histórias. A própria bíblia, importa lembrar, foi transmitida oralmente por muitos anos antes de ser colocada no papel. No mais, o autor seleciona e apresenta sete mitos judaicos sobre os mais variados assuntos. Em “o orgulho da Lua”, por exemplo, é explicado por qual motivo o sol é maior e brilha mais que a lua. No “sopro divino”, por sua vez, é contada a ocasião em que Deus inseriu alma no homem de barro, e por ai vai, até a conclusão com a sétima história que dá titulo à obra. “(...) os relatos não eram tomados como mero entretenimento; estavam impregnados da centelha divina”. Por fim, importa mencionar que os mitos são tão importantes e influentes que podem impregnar uma cultura de forma tão profunda a determinar a religião, a ética e a moral de determinada comunidade. E isso atinge, sobretudo, o homem moderno, considerando que temos grande parcela da humanidade que vive atualmente cultuando a santificação do camponês Jesus de Nazaré, o que não deixa de ser, ressalta-se, o maior de todos os mitos judaicos.

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