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    A guimba -

    Will Self , Will Self

    Alfaguara
    2010
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788579620188
    Português Brasileiro
    3.5
    53 avaliações
    Leram73Lendo3Querem254Relendo0Abandonos7Resenhas8
    Favoritos0Desejados254Avaliaram53

    Em A guimba, Will Self cria uma sátira das incertezas morais e políticas que tomaram conta do mundo após os atentados de 11 de setembro. Neste livro, ele cria um país imaginado, uma mistura de Austrália e Iraque, que atrai turistas para suas belezas naturais mas que, para além dos centros turísticos, esconde um ritual de violência e subjugação que ultrapassa qualquer tentativa de correção política. Alheio a todo o caos político e social, está Tom Brodzinski, um pacato turista americano em visita de férias com a família. Ao atirar a guimba de seu último cigarro pela varanda do hotel, ele provoca um acidente aparentemente banal, mas de desdobramentos impensáveis, que o farão mergulhar no verdadeiro mundo por trás dessa falsa ideia de paraíso.

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    Alexandre Kovacs16/08/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Will Self - A Guimba

    Editora Objetiva - Selo Alfaguara - 331 páginas - Publicação 2010 - Tradução de Cássio de Arantes Leite Já estava nos meus planos há algum tempo conhecer o trabalho do escritor britânico Will Self, que esteve por aqui na FLIP de 2007, aclamado pela crítica pelo seu humor corrosivo e inteligência aguda na crítica de costumes da sociedade contemporânea. Adjetivos como criativo, alucinógeno, satírico e até mesmo profético são comuns nas resenhas de seus romances e contos. Na dúvida entre ler "Como Vivem os Mortos" (publicação 2000) ou "Grandes Símios" (publicação 1997), decidi começar com o romance "A Guimba" lançado este ano no Brasil pelo Selo Alfaguara (publicação original de 2008). A ideia para o argumento deste livro, segundo o próprio Will Self, surgiu durante uma viagem para a Austrália onde ficou surpreso com a rigidez das leis antifumo: "tão meticulosas que era ilegal fumar a 30 metros da entrada de prédios públicos, e linhas amarelas eram pintadas nas ruas e calçadas para garantir o seu cumprimento", ainda segundo Self e já antecedendo seu estilo característico: "Pareceu-me bem estranho que um país colonial há até pouco tempo tenha, em apenas oitenta anos, cometido o genocídio do seus indígenas até impedi-los de fumar na rua". Um país-continente fictício, provavelmente inspirado na Austrália, é o cenário deste romance que tem como protagonista Tom Brodzinski, um típico turista americano em visita de férias com a família e que, ao lançar a guimba de seu derradeiro cigarro da varanda do quarto de hotel, deflagra uma série de eventos ao ferir acidentalmente um velho cidadão britânico naturalizado e casado com uma nativa. Estes eventos se sucedem rapidamente, enquanto Tom vivendo um pesadelo kafkiano vê o espaço entre o paraíso turístico e a realidade política e social do país reduzir à medida em que é envolvido em um processo judicial de proporções alarmantes. Will Self demonstra o lado absurdo do Colonialismo e Neocolonialismo, algumas vezes de forma cômica (como nas proibições ao fumo) e outras francamente grotescas (nos rituais de iniciação e costumes locais) seja nas ações dos colonizados ou dos colonizadores. Self não deixa pedra sobre pedra ao avançar com a sua sátira total e colocar Tom no centro de situações desesperadoras que culminam com a sua viagem-travessia do deserto, após ter sido abandonado pela família, até a tribo de aborígenes que deverá ser indenizada como reparação pelo seu erro. Uma galeria de personagens que inclui um inescrupuloso advogado local e o cônsul americano "honorário", que orientam Tom ao longo do seu processo judicial, além de outras autoridades e personalidades, como o "neuroantropólogo" von Sasser, que representam o poder de destruição e corrupção dos colonizadores nas sociedades do terceiro mundo, mas tudo isso com muito humor.

    5 curtidas

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    3.5 / 53
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas6%
    William Woodard "Will" Self  profile picture

    William Woodard "Will" Self

    William Woodard "Will Self" (nascido em 26 de setembro de 1961) é um escritor Inglês, crítico e colunista. Ele é conhecido por sua sátira grotesca, romances fantásticos e contos.

    11 Livros
    28 Seguidores

    William Woodard "Will" Self