Frank Castle na Escócia (e por que isso é legal)
Não sou um extremo conhecedor do Justiceiro, basicamente só tive contato com o personagem nas adaptações para cinema e já ouvi falar de alguns arcos narrativos dele; então, posso dizer que esse quadrinho foi meu primeiro contato com o personagem e, honestamente, curti o resultado apresentado. Aqui temos uma narrativa focada no Frank Castle indo resolver uma parada com um narcotraficante, que tá envolvido em um esquema para enviar drogas pelo mundo, e acaba se deparando com uma situação envolvendo um espírito ancestral da Escócia. É a partir deste ponto de partida que temos um enredo que se desenrola de uma maneira bem bolada, onde há um certo cuidado para encaixar tudo sem se enrolar, com sequências de ação bem feitas e uma trama auto contida que nos deixa satisfeitos. O ritmo da narrativa é bom, sendo dosado de uma forma que você não se sente em uma leitura arrastada, porque os pontos mais lentos se intercalam com os momentos mais ágeis - que apesar de não serem muitos, ainda assim são pontos bem bolados; além disso também é legal como a construção narrativa nos deixa curioso para vermos como o Justiceiro agirá sabendo que há um espírito tendo o mesmo propósito que ele. Há uma subtrama sobre um traidor na Interpol, que escondeu uma informação importante, porém isso é resolvido de maneira tão ok, que não faria diferença se não estivesse presente. Vale um rápido destaque para a arte, que é bonita e tem disposição de quadros que valorizam a história que está sendo contada. Isso torna todo produto final ainda mais impactante e bem feito. Justiceiro - Sangue na Escócia é uma obra que vale conferir, em especial se for uma das suas primeiras incursões em quadrinhos do personagem. É algo que te deixa querendo mais do anti-herói e vale o tempo investido.
