As impurezas do branco -

    Carlos Drummond de Andrade

    Editora Record
    2022
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-13: 9786555875225
    Português Brasileiro

    Extremamente atual mesmo meio século após sua publicação, As impurezas do branco retorna em novo projeto, com posfácio de Bruna Lombardi. Em 1973, Drummond já era tido por muitos como um autor clássico. E talvez ele próprio, apesar do ceticismo e da ironia que o caracterizavam, já se sentisse um pouco assim. O “amor é privilégio de maduros”, escreveu o poeta. Verso de quem sabia ler muito bem a sua época, o fim de um século em que até o sentimento amoroso exigia ser comunicado, noticiado, desentranhado em palavras, as tais impurezas a perturbar o branco silencioso do papel. Meio século depois de sua publicação, este livro ainda ressoa. E quem o quiser ler hoje, no Brasil ― “essa parte de mim fora de mim / constantemente a procurar-me” ―, certamente irá se surpreender com sua atualidade estética e política. Em Diamundo, Drummond canta as “24h de informação” a que os “jornaledores” estariam expostos. E enfileira alguns dos assuntos com que éramos e continuamos sendo bombardeados diariamente: a especulação financeira e imobiliária, o sensacionalismo midiático, o culto à celebridade, o colapso do clima, a escravização dos trabalhadores rurais no interior do país, as consequências do garimpo na Amazônia, a crise dos combustíveis, a cultura dos remédios, do automóvel, do crime. Para Drummond, todos estes temas se misturavam por artes do deus Kom Unik Assão, entidade cada vez mais divinizada, a unir e transformar tudo à sua volta. O amor e o desamor, a idade e a memória, a “dangerosíssima viagem de si a si mesmo”, a saudade dos amigos e a profunda admiração pelos artistas de sua terra, este “lugar de muita miséria”, “pouca diversão” e uma única certeza: é também da poesia drummondiana que emana a dor que o poeta, de algum modo, queria que nos irmanasse. As novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em As impurezas do branco, o leitor encontrará o posfácio da atriz e poeta Bruna Lombardi; bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada Na época do lançamento, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro. Bibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.

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    Larissa d Avila16/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não há explicação

    Carlos Drummond de Andrade pra mim, sempre será, a voz da poesia contemporânea brasileira. Eu simplesmente acho incrível a forma que esse homem me faz pesar em todos os detalhes e tentar decifrar cada linha. Ao mesmo tempo em que leio uns poemas e penso “esse homem é incrível, olha que obra de arte” eu leio o poema seguinte “nossa?! Será que sou mesmo alfabetizada? Não entendi nada” e assim vai. Todo esse processo de aprendizagem a cada poesia é inexplicável. Por favor, Drummond-se.

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