Gramática expositiva do chão -

    Manoel de Barros

    Alfaguara
    2022
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788556521484
    Português Brasileiro

    Escrito ora em verso, ora em prosa poética, Gramática expositiva do chão, publicado pela primeira vez em 1969, evoca impressionantes imagens que desafiam o pensamento utilitário e a racionalidade do mundo moderno. Esta edição inclui prefácio da escritora Clarice Freire, além de fotografias e documentos do acervo pessoal de Manoel de Barros. Quinto livro do poeta, Gramática expositiva do chão definitivamente instaurou o estilo narrativo com o qual ainda hoje identificamos Manoel de Barros. Aqui, a natureza e as coisas ínfimas que compõem sua poesia se mesclam à crítica social. Como se não encontrasse um lugar no mundo, o poeta busca se reintegrar a tudo o que não está impregnado de civilização. Logo no título do livro, Manoel une dois elementos aparentemente díspares – a gramática e o chão –, em uma pista de como subverte a formalidade da língua, alterando seu significado e uso. De suas singulares combinações estilísticas, surgem os versos que falam mais com o sentimento do que com a razão. Essa percepção de que há importância nas coisas consideradas insignificantes dá unidade a sua escrita, que vem atravessando os anos e gerações de leitores sem perder o vigor e a atualidade. O livro recebeu importantes premiações, como o Prêmio Nacional de Poesia e o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, chamando a atenção de intelectuais e críticos para a obra do poeta. "Preste atenção ao vocabulário de Manoel de Barros. Ele está aqui não porque precisa, mas por vocação. E permanece por amor." – Clarice Freire, no prefácio deste livro. "Manoel de Barros é um de nossos poetas mais originais de todos os tempos." – O Globo

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    Natalia Araújo23/01/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Essa obra de Manoel de Barros foi publicada pela primeira vez em 1969, escrita em verso e em prosa poética. O diferencial dessa edição é que inclui prefácio “A urgência de um poeta para o chão” da escritora Clarice Freire, também conta com fotografias e documentos do autor. “Mais fácil ver brilho numa estrela do que em caracol. Mas há brilho nos dois. Um é quente e explosivo, o outro se arrasta como um cometa que não tem pressa.” – Clarice Freire, no prefácio. “Preste atenção ao vocabulário de Manoel de Barros. Ele está aqui não porque precisa, mas por vocação. E permanece por amor.” – Clarice Freire, no prefácio. "O chão reproduz do mar o chão reproduz para o mar o chão reproduz com o mar O chão pare a árvore pare o passarinho pare a rã - o chão pare com a rã o chão pare de rãs e de passarinhos o chão pare do mar O chão viça do homem no olho do pássaro, viça nas pernas do lagarto e na pedra" Dá pra ler a obra em uma hora. É leve e reflexiva. A natureza é a base para seus escritos, as coisas pequenas que muitas pessoas sequer se preocupam em observar. Somado a isso suas poesias contém críticas que faz o leitor pensar. Para quem gosta de poesias, sem dúvidas é uma ótima pedida. Se você não tem o hábito de ler o gênero, dê uma chance. Comece pelos mais leves e em seguida vá aprofundando. Certeza que vai curtir. Curiosidade: Seu livro foi premiado com Prêmio Nacional de Poesia e Prêmio da Fundação da Cultura do DF.

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