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    Gabinete de Curiosidades : Poesia -

    Gilberto Schwartsmann

    Editora Sulina, (RS)
    2021
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9786557590447
    Português Brasileiro
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    'Gabinete de Curiosidades" / [ASIN:‎ B09LF97F5N ] é o título do poema que abre e nomeia este livro. Os tais gabinetes, ou “Câmaras de Maravilhas”, surgiram na Europa nos séculos XVI e XVII. Eram locais em que coleções de objetos curiosos ou raros eram agrupadas e expostas. Eram mantidos por reis, príncipes, nobres, burgueses mais abastados e artistas. ==== https://www.editorasulina.com.br/img/sumarios/810.pdf '(...) Gilberto Schwartsmann cria em palavras a sua própria “sala das maravilhas”, e os espécimes nela reunidos são tão variados em temática e estilo quanto eram os itens dos velhos gabinetes: neles, a diversidade era necessária pela ânsia de abarcar a integridade do mundo físico; nos poemas de Gilberto, a diversidade é um tributo às imensidões caleidoscópicas da psiquê humana. A divisão da obra em cinco partes – “Lunetas e microscópios”, “Chifres de unicórnios”, “Globos terrestres”, “Objetos vindos das Índias” e “Conchas e outros objetos marinhos” – faz pressupor uma categorização bem delimitada de estilo, tom e temática; no entanto, a voz poética de Gilberto, profusa e polifônica, não se encaixa em estantes, vitrines ou nichos de escaninho: em cada uma das cinco partes, o leitor encontrará poemas líricos e outros mais virulentos, alguns intimistas e outros combativos, composições concisas e outras caudalosas, redondas pérolas e fragmentos de meteoritos, plumas de faisão e presas de marfim, tudo justaposto para incitar o mais genuíno maravilhamento. Nessa multiplicidade de formas e conteúdos, a poesia de Gilberto resgata a vertiginosa impressão de desassossego que certamente vivenciaram aqueles que tiveram a oportunidade de percorrer o cabinet de curiosités de René--Antoine de Réaumur, que foi o maior da França, ou a kunstkammer de Olaus Wormius, que causava alvoroço na Dinamarca, o mesmo desassossego que nos invade quando contemplamos uma tela de Bosch ou Pieter Bruegel ou quando escutamos uma sonata dodecafônica: em todos os casos, a experiência é desconcertante e renovadora. Tal como preconizava Aristóteles, o eu poético aqui parte do que lhe é mais familiar – o sabor de uma torta que é receita de família, a memória do primeiro amor, a máquina fotográfica da adolescência – para então se desdobrar em espirais ascendentes que vão abarcar toda a grande herança cultural da humanidade, de Dante a Shostakovich, dos mitos gregos a Manoel de Barros. Desse modo, o autor vai tecendo a sua mitologia particular, baseada na multiplicidade e no ecletismo que são as sementes do maravilhamento. E essa estética – a estética do maravilhamento cultivada por Gilberto Schwartsmann no seu Gabinete de curiosidades – surpreende por ser, ao mesmo tempo, tão espantosa e tão próxima de cada um de nós. E assim é por ser poesia feita da mais pura matéria humana. -- Rafael Bán Jacobsen. ==== Poesia é bom de se ler, mas é muito melhor de se ouvir. Quando Max, personagem de outra obra do autor, conversava com dois demônios travestidos de gente, alguns dias após a obra ser lançada sem sucesso numa livraria siberiana, foi esse o conselho que escutou. Mas já era tarde. E tudo virou prosa. Mas há sempre a possibilidade maravilhosa de se procurar a poesia escondida dentro da prosa. E é tão fácil encontrar! Gabinete de curiosidades tem um pouco disso. Por lidar com ossadas antigas, caroços secos de frutas paleolíticas, aves de rapina empalhadas e outros objetos exóticos – como amor, raiva, saudade ou arrependimento –, os sentimentos mais íntimos do autor, a dor que sai de certos poemas é, por vezes, constrangedora. E qual a razão de tamanho sofrimento? Por que tantas queixas sobre si próprio e o mundo? Seria mentira? Um puro exercício da invenção? E os seus repentes de amor? Haveria tanto espaço neste planeta confuso para alguém ainda se atrever a simplesmente amar? Não obstante, o autor reconhece que é possível ler poemas num vagão de trem e, mesmo com o barulho e o sacolejar, ainda assim, o leitor pode se apaixonar. E ele até reconhece como possível ler-se a prosa de Borges e chorar. Prosa, poesia, poesia, prosa, cheiro de rosa no ar, mergulhar, mar... Gabinete de curiosidades traz poesias doces e, ao mesmo tempo, poemas ácidos, exóticos e mais difíceis de gostar. ==== https://teatrosaopedro.rs.gov.br/gabinete-de-curiosidades https://www.facebook.com/watch/?v=609211457092387 https://fb.watch/fJWpdYxIf-/ ==== [Sobre o Autor]: Gilberto Schwartsmann é oncologista, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro titular e ex-diretor da Biblioteca da Academia Nacional de Medicina. Presidiu a Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina. É membro correspondente da Real Academia de Medicina da Espanha. Preside a Associação de Amigos do Theatro São Pedro, a Bach Society Brasil e a Associação de Amigos da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul. É patrono do Instituto Zoravia Bettiol e sócio benemérito da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa. É membro do Conselho da Fundação e Museu Iberê Camargo. Presidiu a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e a Medalha do Exército Brasileiro. Recebeu o Prêmio Eva Sopher de Destaque Cultural e o Prêmio Açorianos de Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Recebeu a Medalha Simões Lopes Neto, como destaque na cultura, pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. É cronista e ensaísta eventual nos jornais Zero Hora e Correio do Povo. É autor de livros e capítulos médicos no país e no exterior, com mais de 250 artigos científicos originais publicados no exterior, os quais receberam até o presente mais de doze mil citações por outros autores. Como escritor, Gilberto Schwartsmann publicou Frederico e outras histórias de afeto (Libretos), Meus olhos (Sulina), Acta diurna (Sulina), Max e os demônios (Sulina; em segunda edição), publicado também em espanhol (Leviatã), Divina rima: um diálogo com a Divina comédia, de Dante Alighieri (Sulina), Gabinete de curiosidades (Sulina), A Amante de Proust (Sulina) e a peça teatral O sol brilhou na Currúpnia (Sulina).

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    Gilberto Schwartsmann

    Médico e escritor brasileiro: como escritor, já publicou oito livros, entre crônicas, romances, poesia e uma peça teatral. À frente de importantes instituições culturais, tem dado sólida contribuição à esta área. Presidindo a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em duas edições, realizou das mais bem sucedidas exposições de arte latino-americana da instituição. Atualmente preside a Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, a Bach Society Brasil e a Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Reconhecido e premiado na área médica com diversas honrarias, tem também seu trabalho na área cultural reconhecido com diversas distinções, tais como o Prêmio Eva Sopher de Destaque Cultural da Fundação Theatro São Pedro e o Prêmio Açorianos de Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Recebeu ainda o Recebeu o Prêmio da Associação Riograndense de Imprensa em 2020, por sua atuação na cultura, e o Prêmio Açorianos pela décima-segunda Bienal do Mercosul, em 2021. [OBRAS LITERÁRIAS] Frederico e outras histórias de afeto (Libretos, 2013); Meus olhos (Editora Sulina, 2019); Acta Diurna: crônicas (Sulina, 2020); Max e os Demônios (Sulina, 2020); Gabinete de Curiosidades (Sulina, 2021); Divina Rima: um diálogo com a Divina Comédia de Dante Alighieri (Sulina, 2021); O Sol brilhou na Currúpnia e Simurgh, a ave sagrada (Sulina, 2022); A Amante de Proust (Sulina, 2022).

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    Rio Grande do Sul, Brasil

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