Fake news e manipulação política assolam o mundo todo. Combatê-las é uma luta árdua, e é necessário coragem. Da vencedora do Nobel da paz, Como enfrentar um ditador é um relato impressionante sobre os muitos golpes que os Estados democráticos têm sofrido. Esta edição conta com prefácio exclusivo de Patrícia Campos Mello. Maria Ressa recebeu o Nobel da paz em 2021 por sua luta pelo direito à liberdade de expressão. Uma das mais renomadas jornalistas do século XXI, ela fundou um portal de notícias independente em 2012, o Rappler, que rapidamente virou alvo do Estado filipino e fez de Ressa inimiga do homem mais poderoso de seu país: o presidente Duterte. Mas ele não é seu único adversário. Nestas memórias, Maria Ressa compartilha sua trajetória contra a opressão e censura, e tenta mapear o fenômeno da desinformação que assola o mundo todo. Da invasão ao Capitólio nos EUA ao Brexit da Grã-Bretanha, passando pela influência do Facebook nas eleições, Ressa revela como grandes empresas de comunicação incentivaram mentiras e disseminaram um vírus de ódio que infecta toda a população, em uma pandemia de raiva e medo. Contado da linha de frente da guerra digital, Como enfrentar um ditador é o grito urgente para que lutemos por nossa liberdade, antes que seja tarde demais. O que você está disposto a sacrificar pela verdade? Com prefácio exclusivo de Patrícia Campos Mello, autora de A máquina do ódio.
Como enfrentar um ditador - A luta pelo nosso futuro
Maria Ressa
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Ver maisComo enfrentar um ditador: A luta pelo nosso futuro - Maria Ressa | Resenha
A coragem de se levantar contra um ditador, arriscando a própria liberdade e segurança, é um ato que desperta admiração e inspiração. Em "Como Enfrentar um Ditador: A Luta pelo Nosso Futuro", Maria Ressa, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, compartilha sua história extraordinária como jornalista investigativa nas Filipinas e expõe o impacto devastador das redes sociais na democracia global. Mais do que um livro, essa obra é um grito de alerta e um convite à resistência. Maria Ressa nos conduz por sua jornada pessoal e profissional, revelando como seu trabalho no Rappler, um site de jornalismo investigativo fundado em 2012, desafiou o governo autoritário de Rodrigo Duterte. Inicialmente, o Rappler foi uma experiência de sucesso em jornalismo digital, utilizando as redes sociais para promover debates construtivos e engajamento cívico. No entanto, com o tempo, a plataforma tornou-se alvo de ataques à medida que o jornalismo de Ressa denunciava a impunidade da guerra às drogas de Duterte, bem como os perigos das redes sociais lideradas por corporações como o Facebook. Uma das principais mensagens do livro é o papel das redes sociais na manipulação da opinião pública e no fortalecimento de regimes autoritários. Ressa descreve como as plataformas digitais foram transformadas em armas para espalhar desinformação, incitar ódio e minar a confiança nas instituições democráticas. As Filipinas, como ela aponta, foram o marco zero desses efeitos devastadores, com a ascensão de exércitos digitais que espalham mentiras e ameaçam jornalistas, ativistas e opositores. A narrativa é intercalada com momentos da vida pessoal de Maria Ressa, desde sua infância nas Filipinas até sua formação nos Estados Unidos e seu retorno ao país natal. Esses momentos ajudam a construir um retrato humano e emocional de uma mulher determinada a lutar por aquilo em que acredita, mesmo sob ameaça constante. Ao longo do livro, ela compartilha princípios simples mas poderosos que a guiam em sua luta: aprender continuamente, aceitar o medo e traçar uma linha de honra inquebrantável. Outro ponto de destaque é a conexão feita por Ressa entre a crise nas Filipinas e os desafios enfrentados por democracias em todo o mundo. Ela mostra como táticas semelhantes de manipulação digital e repressão estão sendo empregadas em países como Brasil, Estados Unidos, Rússia e Hungria. Esse fenômeno global, que ela chama de "morte da democracia por mil cortes", revela a urgência de regulamentar as grandes plataformas tecnológicas e restaurar a integridade factual em nosso ecossistema informacional. Ao final, "Como Enfrentar um Ditador" não apenas expõe problemas, mas também propõe soluções. Ressa apela à mobilização cívica, à colaboração entre jornalistas, órgãos de sociedade civil, acadêmicos e advogados, e à necessidade de novos sistemas globais que defendam a democracia e os direitos humanos. Seu testemunho é um chamado à ação, pedindo que cada um de nós reflita: o que estamos dispostos a sacrificar pela verdade? Com uma narrativa cativante e uma mensagem urgente, o livro de Maria Ressa é um marco na literatura sobre resistência à opressão e um recurso essencial para quem busca entender os desafios contemporâneos da democracia. Uma leitura que não apenas informa, mas também inspira a luta por um futuro mais justo e transparente.
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