Diary of a Void: A Novel -

    Emi Yagi

    Viking
    2022
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9780143136873

    A prizewinning, thrillingly subversive debut novel about a woman in Japan who avoids harassment at work by perpetuating, for nine months and beyond, the lie that she's pregnant When thirty-four-year-old Ms. Shibata gets a new job in Tokyo to escape sexual harassment at her old one, she finds that, as the only woman at her new workplace--a company that manufactures cardboard tubes--she is expected to do all the menial tasks. One day she announces that she can't clear away her colleagues' dirty cups--because she's pregnant and the smell nauseates her. The only thing is . . . Ms. Shibata is not pregnant. Pregnant Ms. Shibata doesn't have to serve coffee to anyone. Pregnant Ms. Shibata isn't forced to work overtime. Pregnant Ms. Shibata rests, watches TV, takes long baths, and even joins an aerobics class for expectant mothers. But pregnant Ms. Shibata also has a nine-month ruse to keep up. Helped along by towel-stuffed shirts and a diary app on which she can log every stage of her "pregnancy," she feels prepared to play the game for the long haul. Before long, though, the hoax becomes all-absorbing, and the boundary between her lie and her life begins to dissolve. A surreal and wryly humorous cultural critique, Diary of a Void is bound to become a landmark in feminist world literature.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (11)Ver mais
    Sabrina Galdino picture
    Sabrina Galdino01/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Mentir é a coisa mais divertida que uma garota pode fazer sem precisar tirar a roupa." (Closer, 2004) Essa leitura foi uma surpresa extraordinária. Eu tenho uma atração por plots de unhinged women com uma parcela de surrealismo. E esse livro tem tudo isso e ainda o escárnio de uma gravidez falsa, denúncia de misoginia e reflexões existenciais. Shibata resolve mentir sobre estar grávida para fugir do machismo em seu ambiente de trabalho. Essa percepção surge quando dela é esperado subserviência e funções que não fazem parte do seu trabalho, apenas por ser a única mulher do departamento. Shibata mesmo sobrecarregada com os seus afazeres, precisa se preocupar em limpar, lavar e servir café, ainda que todos utilizem e saibam fazer por contra própria. Quando ela conta e sustenta a mentira, começa a observar as mudanças ao seu redor. Colegas de trabalho que nunca haviam antes trocado palavras com ela, perguntam sobre sua gravidez, ainda que com interesse forçado. Outros começam a ser responsabilizados pelas tarefas que ela desempenhava, como fazer o café para as reuniões. Shibata nota que todos eram capazes de fazer o que era esperado dela, mas não faziam por achar que era função de mulher. Além disso, a parte mais interessante de tudo é como a Shibata leva a mentira a sério. Ela começa a agir como uma mulher grávida e, junto com ela, entramos nessa confusão entre a realidade e a fantasia, e ela começa a internalizar sintomas da gravidez. Em muitos momentos não sabemos o que está acontecendo ou o que é real. Ela começa a ganhar peso, a fazer exercícios para grávidas e usa um app para monitorar o tamanho do bebê. Com o passar das semanas, ela começa a usar panos para fazer volume na barriga. Devido à gestação, ela pode sair mais cedo do trabalho e focar em coisas que ela não fazia antes, por falta de tempo e cansaço. Ela passa a ter mais qualidade de vida, cozinhar e comer refeições completas, assistir filmes, ouvir música e a passar um bom tempo na banheira. Simultaneamente, por ser uma mulher com mais de 30 anos e que não está em um relacionamento, as poucas amizades que tem quase não se vêem mais, ela repara no quão solitária é, no tanto que a sua vida é monótona e automática. Shibata percebe, também, o quanto as pessoas estão prontas para se meter e opinar na vida das outras sem ter qualquer preocupação em ouvir ou mesmo se importar de forma genuína. Ela percebe o quão exaustivo é ser mulher e como somos criticadas por absolutamente tudo: aquilo que fazemos, aquilo que não fazemos, tudo é passível a crítica. Ela tem contato com um grupo de mulheres grávidas na academia e, mais uma vez, ouve relatos sobre os maridos dessas mulheres e o quanto eles acham que fazer o mínimo, aquilo que é obrigação, e ainda merecer reconhecimento por isso. Ou que colocam o trabalho e seu bem estar acima de qualquer coisa, até mesmo das esposas que carregam seus filhos. É uma leitura que faz críticas com um humor ácido e muitas reflexões sobre a sociedade e machismo. Com uma protagonista que chegou ao seu limite e resolve se divertir com isso, dando a última risada, eu achei Diary Of a Void genial.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 52
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%