O erro de narciso -

    Louis Lavelle

    Âyiné
    2022
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786559980574
    Português Brasileiro

    O erro de Narciso não é, ao contrário do que o título sugere, uma longa meditação a respeito do mito de Narciso ― este é apenas seu ponto de partida. Louis Lavelle parte da ideia do fechamento em si mesmo para perguntar-se o que seria a abertura para o outro dentro do mundo comum, que para ele é a «presença total». Assim, Lavelle se dedica a temas como a medida, que é «ao mesmo tempo essa tensão e essa compreensão que fazem com que cada coisa esteja em seu lugar, com que cada faculdade exerça seu jogo mais reto e mais forte», e a sabedoria, que, «em vez de ser, como se costuma acreditar, uma renúncia ao absoluto, é, ao contrário, esse encontro do absoluto que dá a cada coisa sua medida». Em última instância, Lavelle busca uma perfeição existencial, conjeturando padrões pelos quais uma pessoa poderia julgar seus atos mais íntimos e chegar até a pureza, «tão perfeita e tão unida que não oferece abertura para nenhum ataque. Ela não se divide para se conhecer».

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    Giuliano Scussel 16/01/2013Resenhou um livro
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    Uma reflexão sobre nosso papel no mundo!

    É virtualmente impossível fazer uma única resenha de um livro que consegue tratar de uma variedade imensa de temas e reflexões acerca da condição humana.A partir do mito de Narciso, Lavelle explora nossas relações com o “outro” e com o “eu” de maneira clara, quase didática, porém, sem um doutrinamento exacerbado. Aqui percebemos as primeiras pinceladas de sua tese propositiva sobre a “Presença Total”, num resgate do valor das ações que realizamos, tanto quanto pelos resultados que almejamos com estas. E é a partir deste “realizar” que o autor no convida a rever o conceito de vocação, como de fato um convite à ação, à exploração de um potencial, um talento, que só se torna real quando extraído da sua virtualidade e transformado em ação concreta. Ele permeia uma profunda crítica à maneira como lidamos com nosso ego e nossos medos, bases para os agente limitadores em nossa missão de nos realizarmos. E propõe, de maneira clara e objetiva, que o exercício de conhecer a si mesmo passa pelo ato de se reconhecer no outro, percebendo o que o outro reflete de volta daquilo que você oferece. Estes textos, somados aos aforismos de “Regras da vida cotidiana”, correspondem a um arcabouço de reorientação, propostas de princípios que podem contribuir para que os mais diferentes perfis de pessoas possam, de fato, encontrar seu lugar e propósito nesta comunidade planetária. Em tempo, devo comentar sobre o fato de que o autor tem uma formação religiosa pautada no cristianismo que se percebe em algumas relações, analogias e conceitos propostos. Porém, reafirmo como humanista secularista, que seus textos, com a devida abstração, tem muito a contribuir com nossa visão de mundo e sobre nossos papeis, potenciais e reais! RGiuliano

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